sábado, junho 06, 2009

344 - Notas da Revolução Farroupilha

"16/04/1837 - Os republicanos derrotam os legalistas no Capão do Leão."
LEÃO, Sebastião e SPALDING, Walter. Datas rio-grandenses. Porto Alegre: Secretaria de Educacao e Cultura, 1962. 431p. Pag.35
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"15/04/1837 - CAPÃO DO LEÃO. RS - Guerra dos Farrapos. O Farroupilha cel. Crescêncio de Carvalho surpreende e desmancha formação imperial em trânsito."
DONATO, Hernâni. Dicionário das batalhas brasileiras. Instituição Brasileira de Difusão Cultural, 1987. 542p. Pág. 254
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CV-2707
...O Coronel Domingos Crescêncio de Carvalho, Comandante da Divisão da Esquerda, em ofício de 4 deste assim se exprime: No 1 do corrente o inimigo levantou o campo do Passo das Pedras, onde demorou dois dias, e se foi acampar no Clímaco, a 2 no Capão do Leão junto às porteiras; e ontem marchou para Pelotas.
Aquela coluna de ladrões e assassinos, ao mando de Seara e Silva Tavares, cometeu em sua digressão atentados que horrrizam: saqueou a casa de Nicolau Bernardo completamente, não lhe deixando até o fato de quatro filhas menores de cinco anos; assassinou ao pé do porto do Caldeira barbaramente os infelizes Marco Rogério, Reduzindo Fonseca, José Francisco e Maurício Dantas, este maior de 60 anos e todos pais de numerosas famílias: seus cadáveres, oh peversidade! foram encontrados ainda amarrados de pés e mãos e degolados!!! À vizinhança por onde passaram roubaram todo o gado manso: saquearam completamente cinco carretas de um francês de nome Pedro que as levava com fazendas e molhados para a campanha; e não satisfeita com este pingue espólio, o levaram preso e a seus peões, dois dos quais foram degolados e arrojados em umas grotas do serro Pelado, como me participa o passado da Brigada do mando de Loureiro. Todas estas atrocidades são determinadas por esse infame e malvado Governo do Rio de Janeiro, como em plena formatura declarou o monstro Silva Tavares, ordenando que por sua determinação não queria um só prisioneiro...
Tenente-Coronel José Alves de Morais - Caçapava, 14/05/1839
Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. Anais 4: Coleção de Alfredo Varela; correspondência ativa de Jerônimo Teixeira de Almeida e José da Silva Brandão; documentos CV-2199 a CV-2982. Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro, 1980. Pags 429-430
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Domingos Crescêncio de Carvalho
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Domingos Crescêncio de Carvalho (1780 - 1840)
Natural da fronteira, alistando-se como soldado e terminando como capitão.
Amigo e parente de Bento Gonçalves ficou responsável pelo comando de cavalaria de Jaguarão. Logo foi promovido a Comandante da 4a Brigada do Exército da República abrangendo a região desde o rio Jaguarão até o rio Camaquã. Bravo e competente faleceu muito pobre porque vivia do soldo que recebia como oficial da República que não costumava ter dinheiro para pagar seus soldados.
Participou de vários combates, sempre a testa de sua cavalaria. Derrotou o general Labatut, veterano oficial de Napoleão, que servia como mercenário do Império quando este invadiu a República por terra, comandando a Divisão Paulista.
Estava prevista sua nomeação para o posto de general por esta campanha contra Pedro Labatut, mas ficou doente, vindo a falecer, aos 60 anos de idade, quando retornava para a fronteira.
Bibliografia: Bento, Cláudio Moreira. O exército farrapo e seus chefes - vol. 1.
ISBN: 857011165-7

Um comentário:

Joaquim Dias disse...

Em algumas fontes o ano que aparece é 1836 e não 1837, embora não possamos ter certeza! Abraço!