segunda-feira, novembro 02, 2009

369 - A Criação do G.E. Dario da Silva Tavares

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Saiu no Jornal "Diário Liberal" do dia 22 de março de 1937
(clique na imagem para ampliar)

368 - O Valetão está coberto

Continuando a postagem 362 - O Valetão da Avenida, publicada no dia 3 de outubro... atualmente o valetão da Avenida encontra-se fechado...


... e este é o arroio que passa por ele. Alguém sabe o nome deste arroio?



sábado, outubro 17, 2009

367 - Santa Tecla em 1950

Nerci, Bimba, Pardo, Dorvalino Alves, Luis Cavalheiro, ns, Ângelo Alves (maneta), ns
ns, Maneca, Medina, ns, João Silva

Fonte: Alexandre Alves
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mais

366 - Ingresso do Cine-Theatro Guarany

Quando guri, brincando dentro do prédio do Guarany, o sr Alexandre Alves encontrou um papel dentro de uma pequena fenda na parede. Era um ingresso para o filme "Honestidade do Peccado" para o domingo do dia 29 de maio de 1921. Alexandre nos presenteou com a imagem deste grande achado.

(clique na imagem para ampliar)
mais:

http://capaodoleao.blogspot.com/2006/03/38-cinema-e-teatro-no-capo-do-leo.html

sexta-feira, outubro 16, 2009

365 - Parabéns TDS!!! 28 anos de história.

Hoje o CTG Tropeiros do Sul está completando 28 anos.
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Parabéns a todos que fizeram parte desta história, pincipalmente àqueles que mantém viva esta grande instituição Leonense.
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Vida longa ao CTG Tropeiros do Sul!!!



Sítio:

http://ctgtropeirosdosul.blogspot.com/


sexta-feira, outubro 09, 2009

364 - Anotações para a História da E.E. Dr. Dario da Silva Tavares

Em carta enviada em 23 de maio de 1933 ao Sr General Flôres da Cunha (Interventor Federal no Estado do Rio Grande do Sul): Uma comissão de "residentes na Estação Capão do Leão, quarto distrito de Pelotas", solicita a criação de um Novo Grupo Escolar, atendido por um corpo de professores idôneos e competentes. Parte do texto: "Esta localidade, sr General, conta com muitas centenas de crianças, disseminadas por sua vasta extenção; destas crianças, muitíssimas criam-se analfabetas, por motivos vários, sobressaíndo, dentre os mesmos, a pobresa ou talvez relaxamento de seus pais e responsáveis; muitas outras freqüentam as escolas que temos, em número de quatro, sendo três municipais e uma estadual, todas porém, com programas tão reduzidos, com horários tão péssimos e com regularidade tão precária, que pouco falta para nada ensinar, obrigando muitos pais a mandarem seus filhos, todos os dias, aos colégios de Pelotas, com enormes prejuízos monetários e, além de tudo, correndo o risco de verem os mesmos sujeitos aos azares dessas viagens de trem ou ônibus." O grupo indicava o prédio Sr. José Luiz Behecaray para sede do Grupo escolar, por dispor de amplos salões e de ficar situado no centro da vila.

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Não tendo resposta à carta do dia 23 de maio de 1933, outra foi enviada ao Dr. João Carlos Machado por intermédio do prefeito Coronel Joaquim Assumpção, que deu valioso apoio. Parecia que o pedido seria atendido pois a Prefeitura chegou à alugar um prédio em colaboração com o Governo do Estado; depois caiu no esquecimento.

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Em carta enviada em 4 de novembro de 1935 ao Dr, Sylvio Barbedo (Prefeito Municipal de Pelotas): Nova carta é enviada mas agora para o novo Prefeito de pelotas, pedindo ao mesmo interver ao Governo do Estado. Nesta segunda carta, fala-se de somente três escolas, e todas municipais. São elas: a "Barões de Arroio Grande" com número de matrículas superior às possibilidades de ensino da única professora; a "Barões de Santa Thecla" que estava com o número reduzido de alunos devido à problemas de saúde da professora, D. Josephina Duarte (e com aulas suspensas desde outubro); e "Coronel Alberto Rosa" localizada nas pedreiras da Companhia Americana não podendo atender as crianças do "povoado" pela sua distância. Parte do texto: "Á primeira vista parece que não temos razão em reclamar contra a instrução, nesta localidade, porém, infelizmente para nós, que aquiresidimos temos razão demasiada, porque estas escolas, além das falhas apontadas, tem um programa tão deficiente, que longe estão de satisfazer suas finalidades, porque obrigam uma criança á sacrificar anos e anos de sua infância no colégio, para ao fim saírem pouco menos de analfabetos, incapazes de escreverem razoávelmente uma carta."
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Sr Sylvio prometeu atender o pedido de acordo com as posses financeiras do município mas, iniciando o ano escolar de 1936, nada sendo feito, a situação ficou ainda pior pois a Diretoria de Instrução Municipal, alegou que o Capão do Leão não tinha população escolar suficiente. Esta decisão tinha sito tomada como base em um recenceamento de 1933.
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Em março de 1936, o comitê que estava pleitando a escola, fez um novo censo pesquisando 273 famílias que totalizou 821 crianças sendo 521 menores de 5 anos e 300 crianças de 5 até 14 anos de idade.
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Este censo foi enviado, junco com uma carta para o Cel. Antenor Barcellos Amorim, Deputado Estadual, no dia 23 de junho de 1936, pedindo que este aceitasse a incubência de ser o porta voz dos moradores do Capão do Leão, junto ao Governo do EStado, pleitando a criação do novo Grupo Escolar. Na carta consta: "Das 3 escolas que temos em funcionamento, uma se conserva superlotada, com perto de 90 alunos, já ha dois anos; outra, a principal, esteve fechada de outubro de 1935 á abril de 1936, por doença e morte da respectiva professora, funcionando o resto desses dois anos com muita irregularidade e sempre com matrícula reduzida, devido aos pessimos professores que tem tido e, ainda mais, pelas precarias condições hygiênicas em que se encontra o prédio, que mais parece uma tapera, do que um edifício escolar e, finalmente, a terceira, localizada nas pedreiras do Estado, teve as mesmas irregularidades de funionamento, devido aos professores." ... mais ... "Hoje, felizmente, temos essa situação melhorada, graças à Exma. Srta Cecy Aquini Netto, distinta Professora diplomada pela Escola Complementar de Pelotas, que se prontificou à ceder aos insistentes pedidos que lhe fizemos, no sentido de abrir uma aula particular."

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Dona Cecy dava aulas em um prédio atrás da Igreja Santa Tecla. http://capaodoleao.blogspot.com/2009/10/363-escola-baroes-de-santa-tecla.html

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Em 27 de junho de 1936, o comitê enviou carta ao Sr, Prof. A. Guerreiro de Lima, Diretor de Instrução Pública do Estado. Complementando o que já haviam dito nas cartas anteriores, nesta também estava escrito: "Escola Barões de Santa Thecla...Por ocasião de sua re-abertura, foi designada, para ela servir, uma professora que só falava o espanhol, apesar de se dizer brasileira...; e finalmente, a EscolaCoronel Alberto Rosa, ... está sob a regencia de um professor, transferido do Passo das Pedras, porque os habitantes daquela localidade protestaram contra a sua permanência lá, visto que, em vez de atender a aula, passava os dias jogando o osso, na frente da mesma, dando assim belos exemplos aos alunos. Nesta e na carta anterior, indicavam a professora Cecy Aquini Netto para este novo Grupo Escolar.

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Finalmente, em 1937 foi criado o novo Grupo Escolar. No jornal "Diário Liberal" de 22 de março de 1937 sai uma notícia com o título "Grupo Escolar no Capão do Leão". Vou escanear e colocar em um outro post.

Foto: Este foi o primeiro prédio do Grupo Escolar Dario da Silva Tavares e pertencia ao Sr. José Luiz Behocaray.




Este foi o segundo prédio do Dario, construído com Brizoletas. Veja em: http://capaodoleao.blogspot.com/2009/04/324-as-brizoletas-da-ee-dr-dario-da.html
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Quando Pedro Simon foi Governador do Estado (1987-1990), foi Delegada de Educação na 5a DE, a Prof. Ana Maria Victoria Silva. Naquela época, cada delegado deveria indicar 3 prioridades para a Região. Não só porque Ana Maria é leonense mas porque a construção de um novo prédio para o Dario tinha tudo para ser uma destas indicações, pois funcionava em um prédio de madeira, já precariamente, tinha terreno próprio e ficava situada no centro do município. Na época era prefeito o Getúlio Victoria que também se empenhou na busca desta prioridade. O prefeito seguinte, Manoel Nei, também deu o maior apoio, alugou um prédio para a escola pudesse funcionar enquanto a nova estava sendo reerguida.

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Quando o novo prédio ficou pronto, quem inaugurou foi o novo Delegado de Educação, sr. Neiff Olavo Satte Alam.

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A Professora Ana Maria tem grande orgulho de ter lutado por este novo prédio para a escola onde ela fez seu primário. Ela sempre foi muito estudiosa e sempre tirou boas notas. Nunca colou como o Prof. Neiff disse em piada do dia da inauguração.


terça-feira, outubro 06, 2009

363 - Escola Barões de Santa Tecla

A escola Barões de Santa Tecla não existe mais desde setembro de 1935, quando faleceu sua única professora. Pelos boletins de meu avô, o nome da professora era Guilhermina da R. Dode.



De 1936 até o surgimento da Escola Dario da Silva Tavares, o Sr Jayme Ferreira Cardoso contratou a Prof. Cecy Aquino Netto como professora particular para dar aulas em uma escola improvisada atrás da Igreja. Depois dona Cecy foi lecionar no Dario. Casando com o sr Dídio Cordeiro Madruga veio a chamar-se Profa. Cecy Netto Madruga.
Colaboração: Sr. Milton Ferreira Cardoso

Mais sobre o assunto:

sábado, outubro 03, 2009

362 - O Valetão da Avenida

Defronte ao "antigo" Armazém Moreira havia também um valetão. As águas deste valetão eram as mesmas que passavam pelo Potreiro, cruzando por debaixo da Avenida e desaguando no Arroio São Pedro.

Na foto: Ao fundo o Armazém Moreira e na frente do valetão, eu e meu padrinho e tio Ruy Antônio.

quarta-feira, setembro 30, 2009

361 - Potreiro do Moreira

Defronte ao "antigo" Armazém Moreira havia um terreno usado como potreiro onde passava uma sanga. Os Tropeiros descansavam suas tropas de gado lá, quando paravam no armazém.
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Quando crianças, pescávamos e tomávamos banho na sanga do Potreiro. Na foto abaixo estamos eu, meu irmão Rafael, meu irmão Ricardo e Rogério (um amigo de infância), pegando uns lambaris.

segunda-feira, setembro 28, 2009

360 - Currais dos Tropeiros

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by Bruno Farias

359 - LEPAARQ-ICH-UFPEL na Toca do Miguel

Sobre a toca do Miguel e as outras grutas do Cerro do Lombilho, Bruno Farias fez uns mapas mostrando o tamanho e abrangência delas. Estes mapas podem ser vistos nos endereços:
e
Segundo Bruno, estes mapas e visitas feitas ao local foram regsitradas pelo Grupo Pierre Martins.
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A primeira visita em janeiro de 2009:
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No dia 18 de abril de 2009, Bruno levou um grupo de arqueólogos do LEPAARQ-ICH-UFPEL à localidade, data que encontraram vestígios de índios. O músico Éder Rosa acompanhou a expedição.


Foto: Arqueólogos vistoriando a gruta


Mais sobre o assunto:

358 - Obelisco da II Guerra e as Brizoletas

Antes da praça ter o formato atual, era somente uma área cheia de árvores, com bastante sombra e bancos espalhados onde as pessoas se refrescavam e ficavam batendo papo. Esta foto foi tirada por volta de 1960, quando estavam modernizando a praça e preparando o terreno para construir o Grupo Escolar Dr. Dario da Silva Tavares (uma brizoleta).
O obelisco comemora o fim da 2ª guerra mundial, e dizem que ali estão depositados documentos e jornais da época.
No foto: Clóvis Roberto, Ana Maria, Adélia, Dalva e Alexandre Paulo.
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Contribuição: Ana Maria Victoria Silva
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Mais sobre o assunto:

domingo, setembro 20, 2009

357 - Uma gaúcha de verdade

Célia Ribeiro entrevistou Guilhermina Guinle, que recebeu a Chama Crioula no Capão do Leão no dia 30 de agosto último:

http://wp.clicrbs.com.br/celiaribeiro/2009/09/19/uma-gaucha-de-verdade/

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quinta-feira, setembro 10, 2009

354 - Armando Brião

(esquerda)

Alterações no texto "343 - O Bandido Miguel":
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[ATUALIZAÇÃO 17/09/2009: Sr. Jorge Brião e Fátima Brião] Outra prisão efetuada pelo Cap. Brião: Generoso Rodrigues, fugitivo uruguaio que havia degolalado toda sua família e fugido para o Brasil. Foi capturado em Arroio Grande mas conseguiu fugir. Foi preso na Colonia Maciel, Cerro das Pombas numa emboscada preparada para ele e mandado de volta a seu país.
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Mais sobre seu Armando Brião:

terça-feira, agosto 25, 2009

sexta-feira, julho 31, 2009

352 - Fundação do Santa Tecla F.C.

No Diário Popular de março de 1915 consta: "O Santa Tecla Foot-Ball Club do Capão do Leão, ha pouco fundado ali, nos participou a eleição de sua primeira directoria". Pena que não lista os nomes dos compomponentes desta diretoria. STFC foi fundado em 3 de março de 1915.
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351 - Estância Piratiny

Ontem, dia 30 de julho, estive na Bibliotheca Pública Pelotense pesquisando o Acervo de Alberto Coelho da Cunha onde ele destaca que a Sesmaria entre os Arroios Pavão e Piratiny chamava-se Piratiny, não Santa Anna. Segundo ACC esta sesmaria foi realmente de Antônio Araújo que, depois, vendeu-a para Domingos de Castro Antiqueira. Santa Anna (ou Sant´Anna ou Santanna) foi sesmaria à Félix da Costa Furtado de Mendonça. ACC ainda diz que, sobre a Estância Piratiny, "poucos dados ficaram consignados".

(clique na imagem para ampliar)
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Piratiny
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Santa Anna
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Fonte: ACC-001, Antigalhas de Pelotas, Recortes de jornais de Pelotas do início do século XX, com autoria de Alberto Coelho da Cunha.

segunda-feira, julho 20, 2009

350 - A Origem do nome "Capão do Leão"


Atenção:


É errado dizer que o nome do Capão do Leão veio de um Sr Chamado Leão que tinha um armazém no Passo das Pedras ou que o nome veio de um Leão que fugiu de um Circo. A versão correta é que o nome veio de um animal conhecido como "Leão Baio".
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Veja o texto do link a seguir:
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quinta-feira, julho 16, 2009

349 - Região pode ganhar rota ferroviária turística

Segundo matéria publicada no Jornal Diário Popular, o extremo sul do estado deverá ganhar uma rota turística, denominada Rota Barão de Mauá, cortando os municípios de Arroio Grande, Pedro Osório, Cerrito, Capão do Leão, Jaguarão, Herval e Pelotas, buscando valorizar a história e a também as paisagens do pampa gaúcho.

sábado, junho 27, 2009

346 - 20 de setembro de 1985

Clóvis Roberto dos Santos Silva, Ana Maia Victoria Silva, Ana Roberta (no colo), Vanderlei Petiz, Francisco Adilson, Marcos, Oswaldo Victoria, Ricardo, Sargento Sebastião Garcia, Dona Carmem Garcia, João Andrade, Hugo Albuquerque, Tenente Cândido Afonso Garcia(Presidente da Liga da Defesa Nacional do Capão do Leão) Marizâni, Mara, Ceci Victoria, Dona Maria e Zeno Farias.


Contribuição: Zeno Farias

domingo, junho 07, 2009

345 - Bosque Benjamin

Em um artigo, batido a máquina, na Biblioteca Municipal Hipólito José da Costa, conta:
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... Era refúgio nas horas de lazer ...-- conhecido Bosque Benjamin no Capão do Leão (lá pelo ano de 1885). AU PITTURESQUE BOSQUE oferecia-lhe excelente cardápio refeições aos ritmos de uma orquestra por maestrinos. EIS O CARDÁPIO: Assado com Couro, Almoço ou Jantar (2$000), Cerveja Estrangeira (1$000), Cerveja Lag Bier (600 reis), Cerveja Dupla (500 reis), Cerveja Simples (400 reis), Suculentos Manjares, Vinhos e Licores. -- ...
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Artigo publicado pelo Prof. Joaquim Dias:
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Em agosto de 2006, eu, Prof Joaquim Dias e Luiz Teixeira estivemos em uma chácara do Theodósio que, segundo o amigo e Prof Joaquim, talvez seja o lugar onde funcionava o Bosque Benjamin. Tiramos algumas fotos:









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Será que esta não era a propriedade de Benjamim Gastal, Engenheiro da Ponte do Theodósio?
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Colaboração e agradecimentos aos amigos Prof. Joaquim Dias e Luiz Teixeira.

sábado, junho 06, 2009

344 - Notas da Revolução Farroupilha

"16/04/1837 - Os republicanos derrotam os legalistas no Capão do Leão."
LEÃO, Sebastião e SPALDING, Walter. Datas rio-grandenses. Porto Alegre: Secretaria de Educacao e Cultura, 1962. 431p. Pag.35
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"15/04/1837 - CAPÃO DO LEÃO. RS - Guerra dos Farrapos. O Farroupilha cel. Crescêncio de Carvalho surpreende e desmancha formação imperial em trânsito."
DONATO, Hernâni. Dicionário das batalhas brasileiras. Instituição Brasileira de Difusão Cultural, 1987. 542p. Pág. 254
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CV-2707
...O Coronel Domingos Crescêncio de Carvalho, Comandante da Divisão da Esquerda, em ofício de 4 deste assim se exprime: No 1 do corrente o inimigo levantou o campo do Passo das Pedras, onde demorou dois dias, e se foi acampar no Clímaco, a 2 no Capão do Leão junto às porteiras; e ontem marchou para Pelotas.
Aquela coluna de ladrões e assassinos, ao mando de Seara e Silva Tavares, cometeu em sua digressão atentados que horrrizam: saqueou a casa de Nicolau Bernardo completamente, não lhe deixando até o fato de quatro filhas menores de cinco anos; assassinou ao pé do porto do Caldeira barbaramente os infelizes Marco Rogério, Reduzindo Fonseca, José Francisco e Maurício Dantas, este maior de 60 anos e todos pais de numerosas famílias: seus cadáveres, oh peversidade! foram encontrados ainda amarrados de pés e mãos e degolados!!! À vizinhança por onde passaram roubaram todo o gado manso: saquearam completamente cinco carretas de um francês de nome Pedro que as levava com fazendas e molhados para a campanha; e não satisfeita com este pingue espólio, o levaram preso e a seus peões, dois dos quais foram degolados e arrojados em umas grotas do serro Pelado, como me participa o passado da Brigada do mando de Loureiro. Todas estas atrocidades são determinadas por esse infame e malvado Governo do Rio de Janeiro, como em plena formatura declarou o monstro Silva Tavares, ordenando que por sua determinação não queria um só prisioneiro...
Tenente-Coronel José Alves de Morais - Caçapava, 14/05/1839
Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. Anais 4: Coleção de Alfredo Varela; correspondência ativa de Jerônimo Teixeira de Almeida e José da Silva Brandão; documentos CV-2199 a CV-2982. Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro, 1980. Pags 429-430
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Domingos Crescêncio de Carvalho
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Domingos Crescêncio de Carvalho (1780 - 1840)
Natural da fronteira, alistando-se como soldado e terminando como capitão.
Amigo e parente de Bento Gonçalves ficou responsável pelo comando de cavalaria de Jaguarão. Logo foi promovido a Comandante da 4a Brigada do Exército da República abrangendo a região desde o rio Jaguarão até o rio Camaquã. Bravo e competente faleceu muito pobre porque vivia do soldo que recebia como oficial da República que não costumava ter dinheiro para pagar seus soldados.
Participou de vários combates, sempre a testa de sua cavalaria. Derrotou o general Labatut, veterano oficial de Napoleão, que servia como mercenário do Império quando este invadiu a República por terra, comandando a Divisão Paulista.
Estava prevista sua nomeação para o posto de general por esta campanha contra Pedro Labatut, mas ficou doente, vindo a falecer, aos 60 anos de idade, quando retornava para a fronteira.
Bibliografia: Bento, Cláudio Moreira. O exército farrapo e seus chefes - vol. 1.
ISBN: 857011165-7

terça-feira, maio 19, 2009

343 - O Bandido Miguel

Havia, por volta dos anos 1948 e 49, no Capão do Leão, um temido bandido e eu escutei várias versões da história dele, que todos conhecem por Miguel. Vou tentar fazer um resumo.
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Miguel era um negro, do Pavão, filho de uma senhora que lavava roupas (a mesma recebia os rapazes em sua choupana). Quando jovem, roubava galinhas e ficou conhecido como ladrão. Com o tempo, ficou levando as culpas por todos os roubos que aconteciam na região. Foi perseguido por roubos que fez e muitos que não fez. Aos poucos virou um bandido temido e, com seu bando, se escondeu no Cerro das Almas, mais especificamente no Cerro do Lombilho, na atual Granja Maria, de seu Gilberto Macedo Júnior.
Na época, o avô de seu Júnior, tinha um empregado chamado Seu Feliz. Seu Feliz sabendo da localidade onde se encontrava o Miguel, contou para a polícia. A polícia tinha muita dificuldade de chegar no esconderigo do Miguel. Miguel sabendo da denúcia do Seu Feliz, matou-o.
Na época, o sub-prefeito tinha também poderes de delegado, e seu Armando Brião, sub-prefeito, estava sempre no encalso do Miguel. O Miguel já esteve com seu Brião na mira de seu revolver por não aguentar mais as perseguições que o mesmo fazia a ele mas não teve coragem de matá-lo. Em outra ocasião, o sub-prefeito foi salvo de um tiro por um botão de seu casaco.
Miguel foi preso pelo seu Brião mas fugiu. Depois foi perseguido pelos militares leonenses tendo fugido pelo Passo das Pedras. Lá, um campeiro conhecido por “Pé Queimado” conseguiu prendê-lo e entregá-lo a Polícia Civil em Pelotas. Em Pelotas, Miguel fugiu novamente, tendo ido para Tupanciretã, onde num confronto com a polícia daquele município foi morto.
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Fátima Brião (neta de Armando Brião) passou-me algumas histórias contadas por seu pai Jorge Brião, onde, uma delas, em certa ocasião, seu Armando deu carona a uma negra velha que estava na estrada, em direção ao Capão do Leão e, após, ficou sabendo que era nada mais nada menos que o negro Miguel fantasiado.
Fátima conta também que seu outro avô (o materno), Idelino Castro, também, em certa ocasião, prendeu o bandido Miguel.
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[ATUALIZAÇÃO 17/09/2009: Sr. Jorge Brião e Fátima Brião] Certa feita o Dr. Atos, Delegado Regional de policia de Pelotas, disse pra o Delegado Armando Brião que ele estava ficando louco perseguindo uma imaginação, que Miguel não existia. Daí Brião disse que quando soubesse que Miguel esttivesse no acampamento, mandaria chamá-lo. Passando um tempo ele viu sinal de fogo nas pedreiras, mandou avisar Miguel que um Delegado de Pelotas iria visitá-lo. Chamou então o Del. Atos. Eles foram pelos campos de Modesto Martins (atualmente terras do seu Edar Ribeiro), e quando eles tinham andado uns 500m seu Brião viu que uma cadela começou a dar sinal, ouviram então a voz de Miguel que gritou..."virem-se de frente que não gosto de matar ninguém pelas costas". Estou com a arma matilhada. Querias me prender? Se o Brião não conseguiu muito menos tú. Descarreguem suas armas e vão embora daqui. Após isso o Del. Atos acreditou na existência de Miguel.
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[ATUALIZAÇÃO 17/09/2009: Sr. Jorge Brião e Fátima Brião] ...em outra ocasião, foi um caminhão com homens de Pelotas para rastrear o mato em busca de Miguel e mais um teco-teco sobrevoando o Cerro em busca de pistas.
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Mais sobre o assunto:
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Quem souber mais, por favor conte sua parte.
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Fonte e agradecimentos: - Seu Jorge Brião e Fátima Brião (por email e orkut); Gilberto Macedo Júnior; Gilmar Maciel; Joaquim Dias; Bruno Farias, meu pai.

segunda-feira, maio 18, 2009

342 - O Telefone



No livro "Tipo Assim" do Cantor, Compositor e Escritor Kleiton Ramil [RAMIL 2003: 99], consta o seguinte texto, sobre o telefone:
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O telefone foi inventado por Alexandre Graham Bell em 1876. O então presidente dos Estados Unidos, Rutherford Hayes, do alto de sua sabedoria, setenciou: "É uma invenção extraordinária, mas quem vai querer usar isso?"
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No início, o aparelho telefônico era uma caixa de madeira e ficava preso na parede. Lembro de ter usado um no armazém do Capão do Leão. A gente falava em uma corneta preta que conduzia a voz até o microfone. No ouvido, era preciso encostar um objeto, que lembrava um desses punhos de motocicleta, para poder escutar o que alguém dizia do outro lado da linha. Era preciso dar manivela pro negócio funcionar. Aguardava-se um pouco, aí atendia uma telefonista que perguntava com quem você queria falar... Não havia muitos aparelhos na cidadee a telefonista conhecia todo mundo pelo nome. Pelo menos em Pelotas.
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Este texto do Kleiton me fez lembrar que, nos anos 70 e início dos 80, quando Pelotas já possuia centrais automáticas, onde para ligar de um telefone para outro bastava "discar" o número, a vila do Capão do Leão ainda utilizava os telefones antigos. Lembro de ligar para meu avô, de Pelotas, e atendia a telefonista perguntando com quem eu gostaria de falar. Eu dizia o número, pois cada telefone tinha um número de 2 algarismos, e lembro de ter recebido uma resposta: "Seu Ruy não está. Está para a cidade", dizendo que meu avô tinha ido à Pelotas.
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[RAMIL 2003] RAMIL, Kleiton. Tipo Assim. - Porto Alegre: RBS Publicações. 2003. 160p.
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Mais em:

sábado, maio 16, 2009

341 - Sonho Sem Fim - Mais Fotos

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Mais fotos da filmagem de "Sonho Sem Fim", no Capão do Leão...

340 - Viagem gaudéria em Capão do Leão


Saiu no Diário Popular, no dia 19/09/2002...


O motorista de um ônibus de linha normalmente é figura que passa despercebida pelos passageiros, exceto se comete alguma "barbeiragem". Com Paulo Luiz Tavares, condutor da linha Capão do Leão-Pelotas, a situação é diferente e atípica. Como bom tradicionalista, ele trabalha pilchado como forma de homenagear a Semana Farroupilha. Fica impossível não ser notado, até porque tem a companhia de uma bela prendinha, sua filha Katerine, de 12 anos, que anima o percurso tocando gaita. A jornada cumprida por Tavares é de sete horas diárias. Ele diz que se sente mais à vontade trabalhando com traje típico gaúcho. Não há lenço que comprima o pescoço, bota que aperte os pés ou bombacha que o incomode durante todo o tempo que permanece sentado à direção do veículo. Este é o segundo ano que é atração no ônibus que dirige.As reações das pessoas são mais ou menos as mesmas. Mostram-se surpresas no início, quando se deparam com o motorista gaudério. Mas logo sorriem, elogiam e consideram o trajeto mais suave, ao som da gaita de Katerine. Tavares faz parte do CTG Tropeiros do Sul, no Capão do Leão, e sua filha integra a invernada artística da entidade. Funcionário da Bosenbecker há 20 anos, recebeu, assim como ocorreu no ano passado, uma cesta básica como incentivo por cultuar o tradicionalismo. Aliás, é o único entre os colegas que aderiu à proposta lançada pela empresa.

339 - Cavalgada Cultural Conhecendo o Capão do Leão

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2007 - II Cavalgada
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2008 - III Cavalgada
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No Orkut

terça-feira, maio 12, 2009

338 - IV Cavalgada Cultural - Caminho Percorrido

Saindo do CTG Tropeiros dos Sul no dia 1 de maio em direção à Hidráulica, e chegando na Praça João Gomes no dia dos 27 anos do Capão do Leão (03/05) pelo sentido contrário, a cavalgada percorreu cerca de 100 km passando pelas terras de seu Luiz Krolow (na Hidráulica), Parque Morro do Leão (divisa de Capão do Leão e Morro Redondo), Centro de Domas Queixo-Duro (Passo das Pedras de Baixo), Estância Chaves (Pavão), Granja Maria (Descanso) até chegar na Avenida Narciso Silva para o desfile defronte ao Altar da Pátria, do Sr Quevedo (Prefeito) e Sr Cláudio Victoria (Vice-Prefeito).
Foram 3 dias espetaculares com boa companhia, boa comida, boa música, baile, declamações e muito mais. Ao final, eu tive o prazer de levar a bandeira do CTG Tropeiros do Sul durante o desfile de aniversário do Município.
Deixo aqui meu agradecimento aos Srs Gilmar Maciel e ao comandante Antônio Martins, aos demais organizadores, aos cozinheiros, ao Zeca do Correio, e demais equipe de apoio. Parabéns pelo evento!

(Clique na Imagem para Ampliar)

domingo, maio 10, 2009

sábado, maio 09, 2009

336 - IV Cavalgada Cultural - VIDEO - Passagem das Carroças

No caminho entre a Estância Chaves e o Descanso, a passagem das carroças em um valetão.
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335 - IV Cavalgada Cultural - FOTOS - O Desfile

O final da IV Cavalgada Cultural Conhecendo o Capão do Leão, foi na Av. Narciso Silva, defronte ao altar da pátria, na Praça João Gomes. Os cavalarianos foram recebidos pelo prefeito, vice e população, nas atividades de comemoração dos 27 anos da emancipação do município.
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Vídeo (Preparando para o Desfile)


A Caminho...









Seu Antônio Martins










Os caminhões de apoio.