domingo, maio 11, 2008

269 - Veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus)

Exemplar encontrado na Estância Três Capões.


Características: O veado-campeiro é uma das sete espécies de cervídeos que existem no Brasil, ocorrendo principalmente em áreas abertas. Em toda a sua área de distribuição, as populações encontram-se reduzidas. O veado-campeiro utiliza preferencialmente áreas abertas com presença de gramíneas, raramente penetrando em formações mais densas. Parece não ocorrer em matas de galeria. O macho adulto possui galhada com 3 pontas de cerca de 30cm. Anda em pares ou pequenos grupos usualmente gera um filhote por vez. O período de maior atividade é a noite, mas durante o dia é possível observá-lo, em locais onde não sofre perseguição. Quando percebe algo perigoso, fica com a cabeça erguida, orelhas em pé e imóvel, pronto para disparar em grande corrida. Possui várias glândulas que produzem cheiros característicos da espécie. Estas se situam na base das narinas/abaixo dos olhos/tornozelos/entre os dedos posteriores. A última produz odores bastante fortes, semelhantes ao suor humano. Pasta em pequenos bandos pelo Cerrado. Disputando as fêmeas, os machos lutam valentemente. Às vezes seus chifres galhudos ficam presos, e os brigões, não conseguindo se separar morrem de fome e viram alimentos para outros bichos.

Altura: 1,20 a 1,45 m


Peso: Peso de 30 a 40 kg

Comprimento: Comprimento do corpo e cabeça de 1,1 a 1,3 m, cauda de 10 a 15 cm

Ocorrência Geográfica: Sul da bacia Amazônica, estado do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, chegando até o alto rio São Francisco, em Minas Gerais (no sentido leste) e ao Rio Grande do Sul (sentido sul). De acordo com alguns autores, a espécie pode ainda ocorrer em áreas de Caatinga.

Cientista que descreveu: Linnaeus, 1758


Categoria/Critério: Ameaçada/criticamente em perigo - Destruição de habitat, caça, perseguição, populações pequenas, isoladas e em declíneo. Classificado como em situação indeterminada pela IUCN(1972) e em perigo pela USDI(1980), relacionado no apêndice 1 da CITES.

Fonte: http://www.ambientebrasil.com.br

268 - Estância da Palma


A III Cavalgada Cultural passou na Palma, no primeiro dia do evento, dia primeiro de maio de 2008, durante a tarde.

Esta foto mostra um casarão que existiu por lá e foi descrito por Zênia De León no segundo volume da série “Pelotas, Casarões Contam Sua História”, de 1994, nas páginas 154 a 156:

-- Constitui-se de grande valor histório a construção do casarão da Estância da Palma, que data do recuado ano de 1819. É um prédio de dois andares, em estilo colonial, sem haver sofrido reformas, restaurações ou descaracterizações no decorrer dos anos. Encontrado, portanto, em toda pujança na sobriedade do estilo. É considerado um dos mais belo exemplares de propriedade da zona rural, apesar do abandono.

Como a grande maioria das edificações de grande porte, a parte térrea era destinada aos trabalhadores, no caso, senzalas. Logicamente, haviam salas também no térreo que serviam à recepção e escada, com entrada independente. Vetustas palmeiras imperiais adornam a lateral do casarão que é um primor com beira de telhado e escadaria também por fora. ...
Habitou a fazenda, em seus últimos dias de vida como empresa pecuária, José Maria Moreira, e seu filho médico, Dr. Moreira, tão conhecido pela fama de humanitário que adquiriu naquelas paragens. Contam antigos que dava consultas gratuitamente e que ainda abrigava doentes na parte térrea da casa, já sem o primitivo uso ao tempo de escravidão.
O prédio foi classificado como sendo autêntico estilo minhoto (Minho Português) e tem na esquina ainda um frade de pedra. Este artefato de granito possuía a função de “pega rédeas”, para o visitante cavaleiro atirar o laço antes de apear do cavalo. Entratanto, havia ainda uma outra atribuição como instrumento de tortura, sendo pelourinho, onde o escravo faltoso amarrado, sofria o castigo do açoite. A casa é testemunho dos tempos, com idade de 175 anos. -- em 1994, agora com 189 anos --
O interessante é um “tanque de tomar banho”, que surpreende pelo insólido nas moradas rurais. Na realidade trata-se de uma piscina circular, cavada sobre uma nascente, que naturalmente a alimenta e que está instalada numa grande peça de reduzido pé direito. A construção se deve aos primeiros donos. No alto, um exígua janela apenas permite a entrada de ar e alguma luz, deixando preservada a privacidade das sinhás e sinhás-moças dos curiosos, possivelmente escravos. ...
-- Zênia de Leon em 1994.
Mas este casarão não existe mais, foi derrubado e o terreno aterrado. Que pena, hein! Segundo Gilmar Maciel, ex-patrão do CTG Tropeiros do Sul, há um túnel por lá e que chegaram a percorrer uns cinco metros adentro, mas não deu mais para ir adiante. O que se sabe é que o túnel servia como abrigo e rota de fuga em tempos de guerra ou para atacar o inimigo de surpresa, dado o dono da Palma ter sido militar (Alberto Rosa). - Contribuição: Prof. Joaquim Dias e Gilmar Maciel.