domingo, maio 11, 2008

268 - Estância da Palma


A III Cavalgada Cultural passou na Palma, no primeiro dia do evento, dia primeiro de maio de 2008, durante a tarde.

Esta foto mostra um casarão que existiu por lá e foi descrito por Zênia De León no segundo volume da série “Pelotas, Casarões Contam Sua História”, de 1994, nas páginas 154 a 156:

-- Constitui-se de grande valor histório a construção do casarão da Estância da Palma, que data do recuado ano de 1819. É um prédio de dois andares, em estilo colonial, sem haver sofrido reformas, restaurações ou descaracterizações no decorrer dos anos. Encontrado, portanto, em toda pujança na sobriedade do estilo. É considerado um dos mais belo exemplares de propriedade da zona rural, apesar do abandono.

Como a grande maioria das edificações de grande porte, a parte térrea era destinada aos trabalhadores, no caso, senzalas. Logicamente, haviam salas também no térreo que serviam à recepção e escada, com entrada independente. Vetustas palmeiras imperiais adornam a lateral do casarão que é um primor com beira de telhado e escadaria também por fora. ...
Habitou a fazenda, em seus últimos dias de vida como empresa pecuária, José Maria Moreira, e seu filho médico, Dr. Moreira, tão conhecido pela fama de humanitário que adquiriu naquelas paragens. Contam antigos que dava consultas gratuitamente e que ainda abrigava doentes na parte térrea da casa, já sem o primitivo uso ao tempo de escravidão.
O prédio foi classificado como sendo autêntico estilo minhoto (Minho Português) e tem na esquina ainda um frade de pedra. Este artefato de granito possuía a função de “pega rédeas”, para o visitante cavaleiro atirar o laço antes de apear do cavalo. Entratanto, havia ainda uma outra atribuição como instrumento de tortura, sendo pelourinho, onde o escravo faltoso amarrado, sofria o castigo do açoite. A casa é testemunho dos tempos, com idade de 175 anos. -- em 1994, agora com 189 anos --
O interessante é um “tanque de tomar banho”, que surpreende pelo insólido nas moradas rurais. Na realidade trata-se de uma piscina circular, cavada sobre uma nascente, que naturalmente a alimenta e que está instalada numa grande peça de reduzido pé direito. A construção se deve aos primeiros donos. No alto, um exígua janela apenas permite a entrada de ar e alguma luz, deixando preservada a privacidade das sinhás e sinhás-moças dos curiosos, possivelmente escravos. ...
-- Zênia de Leon em 1994.
Mas este casarão não existe mais, foi derrubado e o terreno aterrado. Que pena, hein! Segundo Gilmar Maciel, ex-patrão do CTG Tropeiros do Sul, há um túnel por lá e que chegaram a percorrer uns cinco metros adentro, mas não deu mais para ir adiante. O que se sabe é que o túnel servia como abrigo e rota de fuga em tempos de guerra ou para atacar o inimigo de surpresa, dado o dono da Palma ter sido militar (Alberto Rosa). - Contribuição: Prof. Joaquim Dias e Gilmar Maciel.

2 comentários:

Gabriela Costa disse...

sempre tive muita curiosidade em conhecer um pouco sobre esse lindo casarão. Não sabia q havia sido derrubado, achei que ainda estava lá, só vi por fotos, que pena!

Raul disse...

Olá,

Eu estava aqui olhando algumas histórias, olhando algumas mfotos antigas e cheguei a sua postagem, e gostaria de contribuir com você no que diz respeito a esta postagem a Estancia da Palma da cidade de Capão do Leão não é a mesma Estancia da Palma que a Zenia se refere, pois esta da foto e a que a Zenia se Refere fica em Pelotas e ainda existe conforme a foto, e a estancia vizinha da estancia da Graça que pertenceu ao Visconde da Graça ( João Simões Lopes) inclusive le envio um linque com mais imagens da Estancia. Espero ter contribuído com sua pesquisa.

http://www.panoramio.com/user/4559876/tags/Curral%2002%20(Est%C3%A2ncia%20da%20Palma%20-%20Pelotas-RS)