quinta-feira, maio 29, 2008

275 - Baronesa de Santa Tecla

Dona Amélia Gomes de Melo
(23 mai 1836 - 18 nov 1906)

Fonte:
[OSORIO 1922] OSÓRIO, Fernando. A Cidade de Pelotas: Corpo, Coração e Razão.
Pelotas: Diário Popular. 1922. 253p


mais em:

domingo, maio 25, 2008

274 - Estância da Gruta – Parte I


I Proprietário – Paulo Rodrigues (Roiz) Prates

Dona Antoninha Sampaio, conta em seu livro [SAMPAIO 2004: 77] que estas terras eram Sesmaria do sargento-mor Roiz, que Dona Zênia De León descreve como Paulo Rodrigues Prates [DE LEON 1994: 179]. Roiz era uma abreviatura muito usada para Rodrigues.

O estranho disto, é que nos livros de história da região, consta que Paulo Rodrigues (Xavier) Prates era sesmeiro da estância da Feitoria, entre o Arroio Grande e Corrientes, extremo norte de Pelotas, não destas terras ao sul. Consta como sesmeiro desta localidade, entre o Rio Piratiny e Arroio Contrabandista do Pavão, Antônio Araújo, ou o próprio Rafael Pinto Bandeira. Ficam aqui algumas dúvidas para se investigar. Será que eram a mesma pessoas, ou seja, o mesmo Roiz? Se sim, será que ele era sesmeiro mesmo destas terras ou acabou comprando? Quem foi o verdadeiro sesmeiro das terras entre o Piratiny e o Contrabandista?


II Proprietário – Domingos de Castro Antiqueira -Visconde de Jaguary (1795+1852)

As terras de Roiz, foram transferidas por herança aos seus genros, um deles, o Visconde, casado com Joana Maria Bernardina (+1810), que ficou com estas terras.

III Proprietário - Clara Joaquina Antiqueira Paiva (1811+1851)

Após sua primeira esposa ter falecido, o Visconde teve uma segunda esposa, chamada Maria Joaquina (+1829). Foi uma filha deste casamento, Clara Joaquina, que construiu a casa da estância, chamada na época de Estância Capão Florido, hoje Estância da Gruta. Consta que a construção é de 1853 mas, segundo a genealogia do Visconde, Clara Joaquina faleceu em 1851. Qual data deve ser a correta? Estarei pesquisando. Dona Clara Joaquina casou-se com Soares Paiva. Os Paivas eram cultos e viajados e buscaram muito do material e mobília para a casa, de Veneza. Levavam tudo de barco, pelo Arroio Contrabandista.

IV Proprietário – Maria Paiva Pinto

Os Paivas tiveram uma única filha, Maria, que casou com o Sr. Vicente Pinto e herdou a estância.

V Proprietário – Dr. Edmundo Berchon des Essarts (1864+1942)

Um grande amigo do Visconde de Jaguary, foi o Sr. Antônio Gonçalves Chaves(1813+1871), inclusive o Visconde era patrinho de sua filha Antônia, que recebeu o Castro em seu sobrenome por causa disto. Lembrando, o nome do Visconde era Domingos de Castro Antiqueira. Antônia, que recebeu nome de batismo Antônia Castro Chaves (1870+1914), casou em 1883 com o Dr. Edmundo Berchon des Essarts, que comprou a estância da recêm falecida Maria Paiva Pinto.

VI Proprietário – Vera des Essarts Carvalho (1897+1918)

Quando Dona Antônia faleceu, a estância ficou de herança para a filha Vera, na época com 12 anos de idade. A pequena Vera que escolheu o nome Estância da Gruta, vindo de “Gruta Azul”, pois a pouco tinha viajado para a Itália e gostado das águas azuis e transparentes vistas por lá.
Em 1916, Dona Vera casou com o Sr. Jaime Miranda de Carvalho(1887+1918) mas os dois acabaram falecendo pouco tempo depois, da terrível gripe espanhola.

VII Proprietário – Antônia de Oliveira Sampaio


A Estância da Gruta ficou de herança para a única filha do casal, Antônia des Essarts, nascida no dia 28 de fevereiro de 1918, 10 meses antes dos pais falecerem de gripe espanhola. Foi criada pelos tios-avós Bruno Gonçalves Chaves (1864+1896) e Casemira Garcia Chaves (1869). Dona Antônia casou com o piloto Major Luiz Raphael de Oliveira Sampaio e passou a se chamar Antônia de Oliveira Sampaio, mas conhecida como Dona Antoninha Sampaio.

VIII Proprietário – Anna Luiza Quinto Di Cameli

Atualmente, a Estância da Gruta pertence à segunda filha de três, de Dona Antoninha, Anna Luiza. Anna Luiza é casada com o Sr. Roberto Quinto Di Cameli e possue um casal de filhos.

Bibliografia:
[SAMPAIO 2004] SAMPAIO, Antônia de Oliveira. Escrevendo a História de Nossos Antepassados. Pelotas: Palloti. Jan.2004. 121p
[DE LEON 1994] DE LEÓN, Zênia. Pelotas, Casarões Contam Sua História. Vol.2. 1994. Pags. 179-182.

---------------------------------------------------------------------------

CORREÇÃO EM 28 DE MAIO DE 2008

Consta em [GUTIERREZ 2001: 111] que o pai da primeira esposa do Visconde de Jaguary era Manuel Domingues, não Roiz, como descrito no livro de Dona Antoninha.

[GUTIERREZ 2001] GUTIERREZ, Ester J.B.. Negros, charqueadas e olarias: um estudo sobre o espaço pelotense. 2ed. Pelotas: UFPEL, 2001. 250p.

273 - O Fantasma da Estância da Gruta


A Estância da Gruta, antes de ser da família de Dona Antoninha Sampaio, foi da família do Visconde de Jaguary, Domingos de Castro Antiqueira. Clara Joaquina, filha do Visconde, casou com Soares de Paiva, e ficaram com a estância que, na época, chamavam de Estância do Capão Florido. O casal teve uma única filha, Maria, que tinha fama de ser muito má com os escravos. Maria casou-se com Vicente Pinto e tiveram um único filho, Vicentinho.

Dona Antoninha Sampaio conta em seu livro “Escrevendo a História de Nossos Antepassados”:


... Só tinham um filho, o Vicentinho, que vivia trabalhando na estância sem distração. Namorou uma escravasinha que ficou grávida. Quando a mãe soube, mandou que lhe dessem uma surra. Vicentinho, quando voltava a cavalo do campo, viu o corpo da menina morta num lodo, com os porcos fuçando. Chocado, foi para o arroio, amarrou uma pedra nos pés e se jogou na parte mais funda.
Tinha 23 anos o Vicentinho, na flor da idade. Maria mandou fazer, no cemitério de Pelotas, um túmulo de mármore branco e voltou para estância sozinha, com um preto velho, fiel escravo, que a cuidou até o fim. Muito deve ter sofrido e assim sua alma não descansou. Até hoje contam histórias que ela anda passeando de noite pela casa. ...

E esta é a história do Fantasma de Dona Maria Paiva Pinto.

SAMPAIO, Antônia de Oliveira. Escrevendo a História de Nossos Antepassados. Pelotas: Palloti. Jan.2004. Pags 77-82.

Sobre a Estância da Gruta:
Clique aqui

sábado, maio 17, 2008

272 - Arroio São Pedro

Quando guri, muito pesquei e tomei banho do Arroio São Pedro.
O Arroio São Pedro é aquele paralelo a Av. Narciso Silva, que passa por trás da prefeitura.

Eu sou o primeiro da esquerda para a direita.
O mesmo que:

271 - Ruinas do Paiol

Ruínas de um Paiol onde guardavam pólvora e dinamites para as pedreiras.

Fonte: Acervo Darcy Moreira dos Santos


Fotografia de 2006


terça-feira, maio 13, 2008

domingo, maio 11, 2008

269 - Veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus)

Exemplar encontrado na Estância Três Capões.


Características: O veado-campeiro é uma das sete espécies de cervídeos que existem no Brasil, ocorrendo principalmente em áreas abertas. Em toda a sua área de distribuição, as populações encontram-se reduzidas. O veado-campeiro utiliza preferencialmente áreas abertas com presença de gramíneas, raramente penetrando em formações mais densas. Parece não ocorrer em matas de galeria. O macho adulto possui galhada com 3 pontas de cerca de 30cm. Anda em pares ou pequenos grupos usualmente gera um filhote por vez. O período de maior atividade é a noite, mas durante o dia é possível observá-lo, em locais onde não sofre perseguição. Quando percebe algo perigoso, fica com a cabeça erguida, orelhas em pé e imóvel, pronto para disparar em grande corrida. Possui várias glândulas que produzem cheiros característicos da espécie. Estas se situam na base das narinas/abaixo dos olhos/tornozelos/entre os dedos posteriores. A última produz odores bastante fortes, semelhantes ao suor humano. Pasta em pequenos bandos pelo Cerrado. Disputando as fêmeas, os machos lutam valentemente. Às vezes seus chifres galhudos ficam presos, e os brigões, não conseguindo se separar morrem de fome e viram alimentos para outros bichos.

Altura: 1,20 a 1,45 m


Peso: Peso de 30 a 40 kg

Comprimento: Comprimento do corpo e cabeça de 1,1 a 1,3 m, cauda de 10 a 15 cm

Ocorrência Geográfica: Sul da bacia Amazônica, estado do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, chegando até o alto rio São Francisco, em Minas Gerais (no sentido leste) e ao Rio Grande do Sul (sentido sul). De acordo com alguns autores, a espécie pode ainda ocorrer em áreas de Caatinga.

Cientista que descreveu: Linnaeus, 1758


Categoria/Critério: Ameaçada/criticamente em perigo - Destruição de habitat, caça, perseguição, populações pequenas, isoladas e em declíneo. Classificado como em situação indeterminada pela IUCN(1972) e em perigo pela USDI(1980), relacionado no apêndice 1 da CITES.

Fonte: http://www.ambientebrasil.com.br

268 - Estância da Palma


A III Cavalgada Cultural passou na Palma, no primeiro dia do evento, dia primeiro de maio de 2008, durante a tarde.

Esta foto mostra um casarão que existiu por lá e foi descrito por Zênia De León no segundo volume da série “Pelotas, Casarões Contam Sua História”, de 1994, nas páginas 154 a 156:

-- Constitui-se de grande valor histório a construção do casarão da Estância da Palma, que data do recuado ano de 1819. É um prédio de dois andares, em estilo colonial, sem haver sofrido reformas, restaurações ou descaracterizações no decorrer dos anos. Encontrado, portanto, em toda pujança na sobriedade do estilo. É considerado um dos mais belo exemplares de propriedade da zona rural, apesar do abandono.

Como a grande maioria das edificações de grande porte, a parte térrea era destinada aos trabalhadores, no caso, senzalas. Logicamente, haviam salas também no térreo que serviam à recepção e escada, com entrada independente. Vetustas palmeiras imperiais adornam a lateral do casarão que é um primor com beira de telhado e escadaria também por fora. ...
Habitou a fazenda, em seus últimos dias de vida como empresa pecuária, José Maria Moreira, e seu filho médico, Dr. Moreira, tão conhecido pela fama de humanitário que adquiriu naquelas paragens. Contam antigos que dava consultas gratuitamente e que ainda abrigava doentes na parte térrea da casa, já sem o primitivo uso ao tempo de escravidão.
O prédio foi classificado como sendo autêntico estilo minhoto (Minho Português) e tem na esquina ainda um frade de pedra. Este artefato de granito possuía a função de “pega rédeas”, para o visitante cavaleiro atirar o laço antes de apear do cavalo. Entratanto, havia ainda uma outra atribuição como instrumento de tortura, sendo pelourinho, onde o escravo faltoso amarrado, sofria o castigo do açoite. A casa é testemunho dos tempos, com idade de 175 anos. -- em 1994, agora com 189 anos --
O interessante é um “tanque de tomar banho”, que surpreende pelo insólido nas moradas rurais. Na realidade trata-se de uma piscina circular, cavada sobre uma nascente, que naturalmente a alimenta e que está instalada numa grande peça de reduzido pé direito. A construção se deve aos primeiros donos. No alto, um exígua janela apenas permite a entrada de ar e alguma luz, deixando preservada a privacidade das sinhás e sinhás-moças dos curiosos, possivelmente escravos. ...
-- Zênia de Leon em 1994.
Mas este casarão não existe mais, foi derrubado e o terreno aterrado. Que pena, hein! Segundo Gilmar Maciel, ex-patrão do CTG Tropeiros do Sul, há um túnel por lá e que chegaram a percorrer uns cinco metros adentro, mas não deu mais para ir adiante. O que se sabe é que o túnel servia como abrigo e rota de fuga em tempos de guerra ou para atacar o inimigo de surpresa, dado o dono da Palma ter sido militar (Alberto Rosa). - Contribuição: Prof. Joaquim Dias e Gilmar Maciel.

sábado, maio 10, 2008

267 - Estância Três Capões


Na primeira noite da III Cavalgada Cultural Conhecendo o Capão do Leão, acampamos na Estância 3 Capões e fomos muito bem recebidos pelo casal Seu Antônio e Dona Helena. Seu Antônio nos mostrou a Estância e contou um pouco da história. Esta estância pertenceu ao sr Fernando Augusto de Assumpção, filho do ex-Senador Joaquim Augusto de Assumpção e neto do Barão de Jarau. A filha do casamento do sr Fernando com Dona Diva Braga Kraft, Irene Kraft Assumpção, foi quem herdou a Estância Três Capões. Ela casou com o Sr Paulo Crespo Ribeiro e tiveram os filhos Dr Justino Luís e Dr José Augusto. Estas e outras terras do Pavão foram adquiridas pela família Assumpção em 1898.

Marca Antiga


266 - Gabriela Gastal

Contribuição: Prof. Joaquim Dias

Mais em

terça-feira, maio 06, 2008

262 - III Cavalgada Cultural - FOTOS - Estância Chaves

No terceiro dia de cavalgada, cruzamos pela Estância Chaves, rumo ao Passo das Pedras.




261 - III Cavalgada Cultural - FOTOS - Estância São José

Do dia 2 para 3 de maio, pousamos na Estância São José.

Fomos muito bem recepcionados em todos os lugares que fomos mas tenho que descatar a recepão na Estância São José. Coordenada pela Capataz, Sr Jader Souza, já recebemos, de início, uma comitiva de boas vindas, que se juntou à formação para nos levar até as casas.



Aqui é o Zéca do Correio com o Gustavo assando o churrasco da janta.

Sr Maciel entregando uma lembrança da cavalgada para Sr Jader.