quinta-feira, agosto 31, 2006

126 - Associação dos Trabalhadores do Capão do Leão

O terceiro da esquerda para direita é Elberto Madruga e o primeiro da direita pra esquerda é Enedino Silva.

Formatura de Datilografias - Associação dos Trabalhadores do Capão do Leão : 27/01/1970

125 - Carnaval de 1959


Carnaval de 1959 - Bloco de Moleque

terça-feira, agosto 29, 2006

124 - Quem foi Padre Doutor?

por Raul Quevedo


Eis uma pergunta que pode soar enigmática para a maioria dos leitores deste pequeno comentário. É possível que muitos haverão de considerar trate de figura de folclore, nascida do imaginário popular, como tantas outras lendas que foram se formando ao longo dos séculos e que se narram como reais. Porém, no caso do Padre Doutor, ele existiu realmente. O vulto histórico cuja lembrança leva o vulgo a localizar no curso de água que se junta ao arroio Fragata, em Pelotas, foi sujeito em carne, osso, ação e pensamento. Foi cidadão prestimoso em seu tempo. Deixou um legado de ações e cultura pastoral cristã que o projetou à posteridade como um meteoro que tanto mais brilha quanto mais distante se encontra do próprio foco que projeta. E mesmo com toda essa expressão histórica, estava anônimo, quase esquecido, sobrevivendo tão-somente na memória do curso de água. E mais recentemente, em vista do desenvolvimento demográfico da região, virou topônimo de município, com a criação do Arroio do Padre. Seu nome, Pedro Pereira Fernandes de Mesquita. Quem retira da bruma do esquecimento esse personagem quase mítico, é um religioso contemporâneo, membro da Academia Pelotense de Letras, que ocupa a cadeira nº 15, cujo patrono é o próprio biografado. Irmão Jacob José Parmagnani é seu nome. Professor, da Congregação dos Irmãos Lassalistas, já autor de vários outros livros versando sobre personagens da igreja. Tão forte, tão real lhe sôo sempre o nome Padre Doutor, que ao tomar posse na Academia, assumiu compromisso de pesquisar a vida e obra do padre Pedro Pereira Fernandes de Mesquita. E para comprovar a admiração ao personagem, titulou o livro Padre Doutor. Parmagnani narra a história em duas partes. Na primeira, traça a biografia de Pedro Pereira Fernandes de Mesquita. Na segunda parte reproduz o manuscrito escrito pelo biografado, onde narra a tomada definitiva do forte de Colônia do Santíssimo Sacramento pelos espanhóis, sob o comando de dom Pedro de Cevallos, em 1777. Tão importante quando o conhecimento que se terá da vida e obra de Pedro Pereira Fernandes de Mesquita, ao se ler o livro de Parmagnani, é saber detalhes de familiares do mítico Padre Doutor, irmãos, sobrinhos, cunhados. Dentre os sobrinhos, três nomes que alcançaram lugar de relevo no altar da história.Um deles, Hipólito José da Costa, é o patrono do jornalismo brasileiro. Espécie de cidadão do mundo, após sua formação na Universidade de Coimbra permaneceu na Europa onde, além de outros sucessos, fundou na Inglaterra o primeiro jornal brasileiro, o Correio Braziliense. Outro, o primogênito da família Félix da Costa Furtado de Mendonça-Ana Josefa Pereira Furtado de Mendonça. Este, como o tio, licenciado em leis canônicas, foi o fundador da igreja em Pelotas. Ficou na história pelo nome simplificado de Padre Felício. E o terceiro, este já nascido no Rio Grande, José Saturnino, como os dois outros, formado em Coimbra, foi deputado junto ao parlamento da corte, em Lisboa, e após a Independência, senador durante o Primeiro Império e governador da Província do Mato Grosso.

Padre Doutor - A vida de Pedro Pereira Fernandes de Mesquita - 158 páginas, ilustrado, foi editado pela Editora La Salle Canoas, RS.

Fonte: Diário Popular
Pelotas, RS, Quinta, 06.06.2002
http://www.diariopopular.com.br/06_06_02/artigo.html

Pequenas correções:
1a - O Arroio Padre Doutor não se junta com o Arroio Fragata. O Arroio Fragata é continuação do Arroio Moreira.
2a - Arroio do Padre não recebeu este nome por causa do Padre Doutor, e sim por um outro Padre.

123 - Minha posse na Academia Pelotense de Letras

por Zenia de Leon

No dia 11 de agosto, tomei posse na Academia Pelotense de Letras. Reservo, pois, este espaço para lembrar a vida e a obra de meu patrono Hipólito José da Costa.“Agradeço à Academia Pelotense de Letras a escolha de meu nome para ocupar a Cadeira Número 1 desta Academia, cujo patrono é Hipólito José da Costa, que é, ao mesmo tempo, Patrono da Imprensa Brasileira e da 17º Cadeira da Academia Brasileira de Letras. Hipólito José da Costa nasceu Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça, em Colônia de Sacramento, atual República do Uruguai, no dia 13 de agosto de 1774. Na época, Colônia de Sacramento era domínio da Coroa Portuguesa. Hipólito José era filho de família abastada do Rio de Janeiro. Devido à instabilidade política da região, ainda criança migrou com sua família para ***Pelotas, onde passou a sua adolescência. Após, mudou-se para Porto Alegre com o objetivo de estudar em cursos preparatórios para sua formação em Direito e Filosofia na Universidade de Coimbra, que concluiu em 1798. Recém-formado, foi enviado pela Coroa Portuguesa aos Estados Unidos, com a tarefa de conhecer as novas técnicas industriais aplicadas pelos norte-americanos e levá-las para Portugal. Viveu nos Estados Unidos por dois anos, tendo tido contato com as idéias maçônicas, provenientes da França e da Inglaterra. Ao retornar para o reino, em 1801 foi enviado pela Coroa para a Inglaterra, onde veio a se tornar, mais tarde, grão-mestre da Maçonaria inglesa. De volta ao reino, foi detido por três anos, acusado pela inquisição da Igreja Católica de disseminar a maçonaria na Europa. Em 1805, radicou-se na Espanha, mudando-se posteriormente para a Inglaterra, onde se exilou. Em Londres, passou a editar aquele que é considerado o primeiro jornal brasileiro: o Correio Braziliense ou Armazém Literário, o qual circulou de 1808 a 1823, tendo tido 29 volumes editados, no total. Com esse veículo, passou a defender as idéias liberais, entre as quais as de emancipação colonial, dando ampla cobertura à revolta pernambucana de 1817 e aos acontecimentos de 1821 e de 1822 que conduziriam à Independência do Brasil. Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça ou Hipólito José da Costa faleceu em 1823, sem chegar a saber que fora nomeado cônsul do Império do Brasil em Londres e que suas idéias e atitudes seriam sempre lembradas como as raízes da Independência do Brasil. Seu legado, porém, transcende à política, à literatura e à imprensa, chegando à economia e a questões sociais. Analisando-se, por exemplo, a influência de seus escritos e de sua obra jornalística no pensamento econômico brasileiro, pode-se destacar temas relativos à abertura comercial de 1808, ao tratado comercial de 1810 e a outras questões correlatas, como as políticas liberal ou protecionista e os problemas referentes à escravidão e à colonização. E ele escreveu: “O primeiro dever do homem em sociedade é de ser útil aos membros dela; e cada um deve, segundo as suas forças físicas ou morais, administrar, em benefício da mesma, os conhecimentos ou talentos que a natureza, a arte ou a educação lhe prestou”. Com toda a certeza, Hipólito José da Costa soube fazer isto!

*** Estância Sant´ana, Capão do Leão.

Fonte: Diário Popular
Pelotas, RS, Domingo, 13.08.2006 http://www.diariopopular.com.br/13_08_06/thais_russomano.html

terça-feira, agosto 22, 2006

122 - Glória Menezes


A atriz Glória Menezes, cujo nome de batismo é Nilcede Soares Guimarães, nasceu em Pelotas, no dia 19 de outubro de 1934. Segundo eu soube, ela morou no Capão do Leão na casa da foto.
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Glória Menezes casou-se com Tarcísio Meira Magalhães Sobrinho, filho de Raul Pompeia Magalhães e Maria do Rosário Meira. Tarcísio nasceu em 5 de outubro de 1935 em São Paulo.
Glória Menezes é filha de Nilo Cruz Guimarães e Mercedes Soares.

121 - Alexandre Gastaud











Complementando o que o Prof. Joaquim Dias publicou sobre Alexandre Gastaud (se lê Gastô) no texto "Franceses em Capão do Leão" em:


A Ponte
Alexandre Gastaud foi um dos construtores da Ponte do Theodósio.


O Rádio
Alexandre Gastaud foi um dos seis fundadores da Rádio Pelotense (Sociedade Anônima Rádio Pelotense) em 1925, a terceira do Brasil. Ele construiu o transmissor que, por muitos anos, haveria de popularizar a cultura sul-rio-grandense através da radio. Em 25 de agosto foi divulgada a mensagem inaugural da emissora pioneira no Rio Grande do Sul.

A Maçonaria
Alexandre Gastaud foi Maçon da Loja "Lealdade" no Capão do Leão.

quarta-feira, agosto 16, 2006

120 - I Rodeio da Canção Nativa


Nos dias 25, 26 e 27 de março de 1988 aconteceu no CTG Tropeiros do Sul, Capão do Leão, o I Rodeio da Canção Nativa. Nesta foto aperece a entrega do prêmio ao segundo lugar que foi "Guerreiro Xucro" de Max Rosa.

terça-feira, agosto 15, 2006

119 - Diretas Já


Fotografia tirada no movimento no Capão do Leão pelas diretas já. A fotografia está um pouco judiada mas aparecem, na praça João Gomes, Getúlio Teixeira Victoria, Lélio Souza, Clóvis Roberto dos Santos Silva, Elberto Madruga. Bernardo de Souza.

segunda-feira, agosto 14, 2006

118 - Inventário do Dr. Dario da Silva Tavares

“... Um estabelecimento pastorial denominado Sta. Thecla. Situado no lugar denominado Capão do Leão, ..., com 1.233 ha. Casa e mais benfeitorias pertencentes a esta fazenda. Uma casa situada na mesma fazenda, lugar denominado Cachoeira...”

“... Uma chácara no lugar denominado Capão do Leão, ..., denominada Sta Rita, confrontando com Antônio Gomes da Silveira Carvalho e com a capella Sta Thecla, com uma pequena casa de material e uma pequena casinha de madeira respectivamente sob os numeros 620 – 630, com 112 m. 60 de frente, ...”

“... Uma chácara situada também no Capão do Leão, ..., confrontando com a sucessão Catão Cezar Madruga e Arroio São Pedro, com 100 m de frente, com uma pequena casa de material, em mau estado sob o número 486...”

“... Um terreno, com duas casinhas em mau estado de madeira sob os números 742 – 746, também no lugar denominado Capão do Leão, confrontando com José Luiz Behocaray e Pedro Hillal, medindo 40 m de frente...”

“... Um terreno, também com uma casinha de madeira, em mau estado, num 840, medindo 16m de frente e 110 m de fundo no mesmo lugar denominado Capão do Leão, ..., confrontando com José Ferreira Cardoso e com Camillo Barbosa Nunes...”

Fonte: Inventário de Dario da Silva Tavares encontrado no Arquivo Público do RS, com ref. Inv. Fiscal - Pelotas, feito 183, maço 2, estante 140, ano 1932.

domingo, agosto 13, 2006

117 - Testamento de Félix da Costa


Félix da Costa fez um testamento em 18 de dezembro de 1818. Nesta época, seu filho Padre Felício (+11 out 1818) e sua esposa Ana Joaquina já haviam falecido. Os outros filhos Hypólito e Saturnino estavam em Londres e Rio de Janeiro. Félix faleceu em 29 de junho de 1819. Consta em seu testamento:

“... Chácara na alça (???) da Serra dos Tapes, no sítio denominado Santo Amor herdada de meu filho o Padre Felício Joaquim da Costa Pereira, ...”

“... Declaro que há trinta e seis annos estou de posse pacífica de huma sorte de terras na Serra dos Tapes no Rincão chamado do Pestana em o ângulo da confluência de dois arroios que descem da serra e formão o dito Arroio Pestana, cujas terras houve por compra ao Padre José Ignacio dos Santos Pereira e doeias in voce a meu filho Hypólito José da Costa Pereira em nome de quem mandei tirar sismaria a qual não está ainda confirmada e nem dela tomou nunca posse por andar sempre ausente e não saindo nunca do meu poder estou actualmente gozando do uso fruto dellas ...”

“... Declaro que fui senhor de huma estância no Serro de Sant´Ana a qual vendi a Antônio Pereira Bueno pela quantia de seis contos e quatrocentos mil reis a pagar no prazo de hum mês e quatro contos de reis a pagar em cinco annos em pagamentos iguais de oitocentos mil reis em cada hum ano do que he fiador e principal pagador Antônio José Gonçalves Chaves... “

Fonte: Inventário de Félix da Costa Furtado de Mendonça encontrado no Arquivo Público do RS, com ref. I Cartorio de Orphãos e Provedoria de Rio Grance, feito 189, maço 8, estante 12, ano 1819.

116 - Inventário de Alexandre da Silva Baldez

Consta nos bens de raíz...

“Ficado os Campos da Estância de que tem sismaria que terá legua e meya de comprido e meya legoa ao lelargo até do outro lado de San Gonçalo districto de Serro Pellado, que parte pelo norte com Jacinto de Almeyda e hum potreiro de Felix da Costa e pelo sul com o Reverendo Doutor Pedro Pereira de Mesquita, pelo leste com Manoel Moreira de Carvalho e pelo oeste com Manoel Dutra e Antonio Teixeira Corisco; com casa, corrais e mais benfeitorias que tudo foi pelos dito avaliadores aváleado a quantia de quinhentos mil reis”

Fonte: Inventário de Alexandre da Silva Baldez encontrado no Arquivo Público do RS, com ref. I Cartorio de Orphãos e Provedoria de Rio Grance, feito 2, maço 37, estante 2, ano 1793.

sábado, agosto 12, 2006

115 - Molhes de Rio Grande


por Cel. Cláudio Moreira Bento

Sua construção efetiva, a cargo da Compagnie Française de Port de Rio Grande do Sul, foi realizada de 1908 a 1915, consumindo no molhe de São José do Norte , ou molhe Leste, 3.389.800 toneladas de granito extraídos de Monte Bonito, em Pelotas e do atual município de Capão do Leão,.
...

A infra-estrutura para a construção dos molhes foi notável para a época.
Ela compreendia vias férreas, com a de Capão do Leão direto a base do Molhe Oeste e a linha de Monte Bonito ao trapiche da Boca do arroio Pelotas,no São Gonçalo. Dali, via fluvial e lacustre, as pedras eram transportadas em balsas até o trapiche do Cocuruto, no molhe, Leste, em São José do Norte.

...

E aqui lembro como historiador , que os munícipes de Pelotas e Capão do Leão, contribuíram para a construção dos molhes com 3.389.000 toneladas de pedras de lá extraídas.

Para ver o Texto completo de "OS MOLHES DE RIO GRANDE – CONSTRUÇÃO E PROJEÇÃO ECONÔMICA E GEOPOLÍTICA" do Cel. Cláudio Moreira Bento, vá ao endereço:

sexta-feira, agosto 11, 2006

114 - Jogadores Tri-Campeões



Estes são os Jogadores que participaram dos 3 campeonatos do Tri: Baba, Jadir, Clóvis Roberto, Pavão e Xaxa. Madrinhas: Adelia e Ana Maria.

quinta-feira, agosto 10, 2006

113 - Brasão (segundo lugar)


Este é o Brasão que tirou Segundo Lugar no Consurso para o Brasão do Capão do Leão. O autor foi Jorge Teixeira Farias que em 1984 tinha 29 anos.
(Contribuição: Prof. Gelsimar Lourençon)

112 - Sta Tecla Tri-Campeão


O Santa Tecla foi Tri-Campeão no ano que completou 50 anos de existência (1915-1965)

Em pé: Ruy Victoria (Presidente), Pardo (treinador), Ferruge, Xaxa, Valdir, Pavão, Mirto, Luis Alberto, Jadir e Vladir.

Agachados: Neimar, Brião, Heleno, Poti, Clóvis, Badico, e Baba.

quarta-feira, agosto 09, 2006

111 - O marco esquecido de Santo Ildefonso


por Álvaro Guimarães

A antiga Estrada Geral, hoje estrada da Guarda Velha, é um caminho de chão batido que corta o interior do município de Pinheiro Machado, na Região Sul do estado. À beira do caminho no distrito de Torrinhas, um imponente monumento de pedra se ergue em meio a coxilhas e campos pálidos. Poucos daqueles que passam por ali sabem que o marco em forma de "H" delimita o local exato por onde, no século 18, passava a linha imaginária do Tratado de Santo Ildefonso, que dividiu os domínios dos reinos de Portugal e Espanha no sul da América do Sul.
Erguido entre 1964 e 1965, onde antes havia o cemitério da localidade de Guarda Velha, o monumento mantém os restos mortais dos antigos povoadores da fronteira esquecida e é dedicado a eles. Resgatar a história do marco e sua importância tem sido uma das empreitadas a qual se dedica o agrônomo e pesquisador Artêmio Vaz Coelho, de 56 anos. "O pessoal nem sabe a finalidade desse monumento, nem tampouco procura saber", critica.Coelho explica que as origens do monumento remontam a 1791, quando o então chefe da província, Rafael Pinto Bandeira transferiu seu acampamento militar para aquelas imediações em obediência ao Tratado de Santo Ildefonso, firmado em 1º de outubro de 1777 entre Dona Maria I, rainha de Portugal e Carlos III, rei da Espanha. O objetivo do tratado foi acabar, de uma vez por todas com as discórdias entre as duas nações pela posse das terras no sul do continente.
De acordo com o pesquisador, o que poucas pessoas sabem é que na hora de acatar as ordem da rainha Maria I de Portugal, o lendário desbravador não foi exatamente fiel. "As ordens eram para ele acampar às margens do rio Piratini, mas ele acampou no arroio Grande, assim empurrou a fronteira uns cem quilômetros para dentro das terras espanholas", defende. O pesquisador revela, ainda que ao fazer isso Pinto Bandeira conseguiu retirar a estância do Pavão, de sua propriedade, de dentro do território espanhol. As pesquisas de Coelho foram feitas a pedido de um CTG de Pinheiro Machado, que leva o nome de Pinto Bandeira, mas podem acabar se transformando em artigos ou, quem sabe um livro. Enquanto isso não ocorre o agrônomo aposta em palestras dadas nas escolas da cidade para divulgar não apenas este assunto, mas também o massacre do Cerro dos Porongos ocorrido durante a Revolução Farroupilha e outras tantas histórias do município.

Diário Popular, 25 de setembro de 2005

http://www.diariopopular.com.br/25_09_05/ag230904.html

110 - Fazenda da Palma

por César Renato Reis Gomes.
No dia 29 de dezembro de 1941, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul doa à Prefeitura de Pelotas um fração de terra medindo 12 milhões, 557 mil e 429 metros quadrados, localizada no então distrito do Capão do Leão, chamada Estância da Palma.

Em 19 de setembro de 1945, a União incorpora, como seu patrimônio, todos os bens livres pertencentes a Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (FAEM), estando incluída a Fazenda da Palma, ficando esta sob a jurisdição do Ministério da Agricultura. Quando em dezembro de 1969 o decreto num 65.881 aprova o estatuto da fundação da Universidade Federal de Pelotas, estando incluída a FAEM, a então Estação Experimental da Palma (denominação que vigorava desde 1968) fica integrada à unidade educacional, e, após uma portaria interna da UFPEL, de 19 de janeiro de 1983, a Reitoria à vincula sob sua jurisdição.

Quando a portaria de 1 de outubro de 1986 cria o Conselho Diretor da Estação Experimental da Palma,... a instituição adquire autonomia para que surja o Centro Agropecuário da Palma, que: "...tem como principal objetivo apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão, na área das Ciências Agrárias". (texto de apresentação do projeto de desenvolvimento do CAP, de 1987)

O Centro Agropecuário da Palma conta com 1257 hectares, sendo que 500 hectares são de terras baixas e 257 de terras onduladas. Possui 10 açudes, duas pedreiras e 5412 metros quadrados de área construída; segundo os registros do projeto de desenvolvimento de 1987.
[GOMES 1994] GOMES, César Renato Reis. Fazenda da Palma: Um Corte Histórico. Monografia para obtenção do Título de Licenciado em História. Orientadora: Lorena Almeida Gill. Pelotas: UFPEL/Departamento de História e Antropologia. dez/1994. 44p (Este documento encontra-se no Núcleo de Documentação Histórica da UFPEL.)

terça-feira, agosto 08, 2006

109 - Recepção a Bilac no Capão do Leão




por Heloisa Assumpção Nascimento.

Às vezes, por acaso, nos chegam ás mãos livros que muito significam para a poesia brasileira, sugerindo acontecimentos do passado. Assim aconteceu com TARDE, de Olavo Bilac. Ao visitar Pelotas o consagrado poeta, quis a cidade preceder-se de uma comitiva, para recebê-lo no Capão do Leão, então parte do município de Pelotas e que foi a porta pela qual o inesquecível poeta penetrou em nossa terra.

Corria o mês de novembro. Os campos cobriam-se de floresinhas amarelas. O ar embalsamava-se de perfumes. A folhagem das árvores apresentava-se verde e lustrosa. Era primavera, a festa de gala da natureza no Sul, adornada para saudar o criador de beleza que, quase com espírito franciscano, ouvira estrelas.

Engalanara-se o Capão do Leão para receber Bilac. No prédio da Estação Férrea e na mais alta pedreira, pertencente a José Vieira Mendes, tremulava, glorioso, o pavilhão nacional. A comitiva pelotense vinha em trem especial composto pela locomotiva 277 e carro de primeira classe. Faziam parte dela o Conselho e as Comissões Auxiliares do Tiro 31, Drs. Miguel de Souza Soares e Fernando Osório, Tenentes Netuno Brum da Silveira e Manoel Cruz e atiradores Domingos Stanish e Bento Cunha. Integraram as comissões enviadas pela Guarda Nacional os Capitães J. Couto, José Maria Barcelos e o Tenente João Paranhos da Costa. Arthur Hameister representava o Intendente de Pelotas.

E não faltava a fina flor da imprensa local: Gastãi Rohnett pela Opinião Pública, Carlos Rodrigues de Souza pelo Diário Popular, Joaquim de Souza Gonçalves pelo O Rebate.

Naquela época, as mensageiras tinham grande importância na cidade, não só pela sua utilidade como pela excelente organização. Assim, a Mensageira David, de propriedade de Décio Lobo, enviava, no mesmo trem, bem fardado mensageiro de número 16, com perfumado ramalhete de flores, do qual se lia o cartão com os dizeres: " A Mensageira David se associa aos júbilos com que a Princesa do Sul acolhe, hoje, prasenteira e por entre festas, o Prícipe dos Poetas. E, depois, tem a honra insigne de saudar, desejando boas vindas, a Olavo Bilac, o excelso burilador do verso. Salve."

A dedicatória acima talvez pareça exagerada, redundante, à gente de agora. Na época, foi a expressão da cortesia e admiração de um povo bem mais culto.

O trem especial com a comitiva levou apenas vinte e dois minutos para chegar à gare do Capão do Leão, onde uma pequena multidão aguardava a chegada do poeta, o que aconteceu pouco depois das 17 horas, pelo trem de Bagé. Ao deixá-lo Bilac foi saudado pelo repórter Rohnett, da Opinião Pública que, em nome de um grupo de moças, lhe ofertou um ramo de flores.

Sucederam-se os pronunciamentos dos alunos da 3 aula estadual, presentes com sua professora, D. Joaquina dos Anjos Petricci. Falaram Isabel Itemburgo e Diva Peres, esta sobre o Hino Nacional e Alfredo Traversi, numa entusiástica alocução à bandeira da pátria.

Recebido no restaurante PRIMEIRO DE MARÇO, do Sr. João Norberto da Cunha, ali lhe foi oferecida mesa de doces. Em brilhante improviso, bridou-o o médico, Dr. Augusto Silveira.

Em seguida, partiu Bilac no trem especial para Pelotas, que esperava engalanada. Precedendo à conferência, que pronunciou na Pricesa do Sul, saudou-o Maciel Moreira, com este conceito lapidar, prenúncio do que vale ilustre representaria na poesia brasileira - "Quando Bilac se calar para a vida e o seu corpo descer à terra, mergulhada que fosse a sua alegria no grande oceano da eternidade, a sua lira mágica, como se ainda fosse tangida pelas mãos do poeta, seria ouvida pelo Brasil comovido."
E assim deveria ser.
[NASCIMENTO 19871013] NASCIMENTO, Heloisa Assumpção. Nossa Cidade Era Assim: Recepção a Bilac. Pelotas: Diário Popular. 13/10/1987. Caderno Social Pag. 13.


Olavo Bilac esteve em Pelotas em 1916.


Olavo Bilac no Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Olavo_Bilac


Imagem tirada de [OSORIO 1922] OSÓRIO, Fernando. A Cidade de Pelotas: Corpo, Coração e Razão. Pelotas: Diário Popular. 1922. 253p

segunda-feira, agosto 07, 2006

108 - O artigo da Biblioteca

Na Biblioteca Publica do Capão do Leão "Jornalista Hipólito José da Costa" encontra-se um trabalho datilografado e amarelado pelo tempo com o Título "História do Capão do Leão". Este trabalho não tem data e não especifica o Autor. Abaixo descrevo alguns trechos...
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PADRE DOUTOR E HIPÓLITO DA COSTA
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...-- O Capão do Leão, em 1773 realizava os seus ofícios religiosos sob a orientação do Padre Doutor Reverendo Pedro Pereira de Mesquita, tio pelo lado materno do Jornalista Hipólito da Costa Pereira Furtado de Mendonça. O lar de Felix da Costa Pereira Furtado de Mendonça, pai de Hipólito, localizava-se entre Baldez e Santo Amor, cabe, portanto, ao Município do Capão do Leão, a glória de ter servido de cenário as traquinices infantis e os primeiros sonhos adolescente desse propulsor da Imprensa Brasileira. Em 1792, Hipólito José da Costa, aos 18 anos, deixa o Cerro de Sant´Ana, com destino à Portugal, onde frequentaria a Universidade de Coimbra, bacharelado em Direito em 1798 aprimorando conhecimentos da Matemática e da Filosofia.-- [BMJHJC SD:2] ... Esta data está incorreta pois em 1773, Padre Dr estava na Colônia do Sacramento onde ficou até 1777. 1778 ele estava exilado em Buenos Aires. Pode ter ido para o Capão do Leão apartir de 1779.
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O NOME CAPÃO DO LEÃO
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...-- De acordo com o Historiador Dr. Fernando Luiz Osório, escrito em seu livro "Cidade de Pelotas"...: " O Tigre, o Leão, o Tamanduá-bandeira, aqui já existiram, mas não consta nestes últimos anos que tenha sido vistos na Zona Municipal. Certamente em tempos idos algum leão tenha habitado o interior de algum capão, daí a origem do nome" -- [BMJHJC SD:2] ... Fernando Luíz Osório fala neste texto sobre o Leão Baio e refere-se ao nome Capão do Leão.
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GEOGRAFIA
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...-- Em 1807, por ocasião da medição do cordão da Olaria, o Capão do Contrabandista, o banhado dos Sarandis, onde foi levantado um Marco; a seguir surgia o Alto da Sombra terra recortada pelo Arroio San Thomé; donde divisva-se a costa do Arroio Feijão, osteando um coqueiro sobressaindo do centro de enormes pedras, que o tempo faina destruidora remodera-se as extremidades. Acolá, situa-se o Arroio das Pedras, completando o cenário do Chamado Passo das Pedras de CIMA, que deu origem ao Arroio de mesmo nome. Havia a presença de um salso com muitos braços, cercado de pedras, ele erguia-se à flor da terra. Essas pedras marcavam a linha divisória do Estreito do Boque, onde o Arroio atravessava a Estância das Pedras. Um dos galhos do salso, alcançava um pequeno capão de mato, local onde situava-se uma enorme pedra de serra, que sobressaia da terra, medindo em perspectiva a altura de um homem e com caracteristicas de um ovo psoto de pé e um tanto inclinado para o pântano, cortado o lado norte, no seguimento do Arroio San Thomé, proporcionando visibilidade até a estância que pertencia ao Padre Doutor, lideira com a estância do Pavão, situada ao nordeste e pelo sudeste, confrontando-se com o boqueirão que dava passagem à estrada geral, utilizada pelas estâncias do Pavão e das Pedras, indo ficar no local de origem do Arroio Feijão, até alcançar a divisa das fazendas Araújo, atualmente área ocupada pela COLATE, toda essa situação topográfica, emprestava ao Capão do Leão, um cenário agreste e opulento.-- [BMJHJC SD:3] ...
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CHARQUEADA
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...-- Os Araújos eram grandes charqueadores, e a charqueda lá existente de propriedade deles, era um setor específico, altamente qualificado na economia da florescente Pelotas.-- [BMJHJC SD:3] ...
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A PEDREIRA
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...-- A economia em potencial desse município é imensurável, levando-se em conta que a pedreira do Capão do Leão, está classificada em segundo lugar no mundo, pois que, a detentora do primeiro lugar, localiza-se na União Soviética. Não é novidade histórica, que grande parte das ruas de Buenos Aires são calçadas com as pedras originárias da pedreira em apreço. -- [BMJHJC SD:4] ... A classificação ao qual o texto se refere é em relação ao tamanho do bloco de pedra de granito.
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OS FRANCESES
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...-- Em 1870, uma empresa francesa, aprazou com a administração do cais do Rio Grande, as suas obras e a construção dos moçhes. Alguns engenheiros franceses vieram para o Capão do Leão, pois o material indispensável de obras, aqui se encontrava. --[BMJHJC SD:4] ... Na verdade, os franceses só assumiram a obra da barra de Rio Grande em 1909 e iniciaram a exploração das pedras do Capão do Leão em 1911.
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A PEDRA DA BANDEIRA
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...-- Por ocasião da permanência dos engenheiros franceses entre os antigos povoadores dessa comuna, desejavam aqueles festejar a data de 14 de julho, que assinala a queda da Bastilha hasteara na parte mais alta da pedreira, e bem visível, a BANDEIRA FRANCESA. Os leonenses porém, movidos de patriotismo, organizaram um protesto isolante, pondo campo afora, os franceses e em lugar da outra BANDEIRA, hastearam o PAVILHÃO NACIONAL. --[BMJHJC SD:4] ...
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VASÃO DE MERCADORIAS
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...-- Ante o cenário do Capão do Leão, desfilavam as carretas rumando em direção ao Saco do Laranjal, fazendo a travessia no Passo do Santa Bárbara tomavam o rumo das Três Vendas, para atingirem o cotovelo de Pelotas, que sua vez transposto, chegava a foz do São Gonçalo. Algumas dessas carretas conduzião em seu interior fartas colheitas de trigo. Lá iam elas, pos sua vez, atravessando descampados, onde aos poucos se contraiam os municípios de Jaguarão, Herval e Arroio Grande. Algumas dessas carretas eram intinerantes desde as pontes da Palma, a chamada Estrada do Trigo, descendo rumo à barra do Piratiní, com estágios na Estância do Liscano, onde situava-se o Porto de Dona Antônia, para nesse Porto vasar a mercadoria dos seus surrões nos porões dos hiates que desceriam o São Gonçalo, com destino aos mercados consumidores. --[BMJHJC SD:4] ...
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PÂNTANO DA ESTIVA
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...-- Em 20 de junho de 1807, ao concluir a medição do lugar denominado "Pântano da Estiva, chegava ao seguinte resultado: 350 braças pela margem do rio Pavão; 50 braças até o Passo do Pavão; 450 braças até a picada do Cardão da Olaria; 250 braças até a Olaria; 300 braças até a Olaria; 300 braças em linha direta as casas da Estância do Pavão e dali até a margem do Arroio Pavão; 1100 braças à oeste até o Capão do Contrabandista; 200 braças até o final da divisa do Contrabandista a um banhado cheio de Sarandis, onde foi levantado um marco; 600 braças até o alto da sombra onde existe uma das grandes pedras junto a um coqueiro; 1350 braças, costa do Arroio do Feijão; 1250 braças até chegar ao fim do Arrio Feijão, com umas casas de uma fazenda, lá existente; 900 braças até chegar o Arroio do Potreiro da Cria." -- [BMJHJC SD:4-5] ...
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PRIMEIROS PROPRIETÁRIOS
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...-- Lá pelo ano de 1777, essas extenções de terras se dividiam em propriedades de Rafael Pinto Bandeira, Padre Doutor, Ten. Juvenal Manoel Marques de Souza, Felix da Costa Furtado de Mendonça, Fernando Araújo e José da Rosa. --...-- Em 20 de fevereiro de 1816, a Estância do Pavão, propriedade do Brigadeiro Rafael Pinto Bandeira, era vendida por seus legetários Comendador Domingos Monteiro Bandeira e Josefa Pinto Bandeira (filha do Brigadeiro) a José Barbosa Meneses, seus irmãos e parentes. --...-- Em 7 de novembro de 1826, Antônio Manuel Fernandes e sua mulher Umbelina Luiza Fernandes, vendiam a José Ignácio da Cunha, um pedaço de terra denominado "Capão do Leão", e ainda um pequeno potreiro, no mesmo campo, bens que o casal havia por legítima de sua sogra e mãe, Dona Tereza da Silva Baldez. Fração de campo que em 1787 fora transacionada por Manuel Moreira de Carvalho e sua mulher Maria dos Anjos da Encarnação, à Alexandre da Silva Baldez. O referido campo compreendia a metade da estância que haviam comprado de Antônio dos Santos Saloio. A Propriedade confinava-se a leste com as terras de José da Silva, e o potreiro pertencente a Felix da Cunha Pereira Furtado de Mendonça, lideiro com a propriedade de Feliciano Antônio Almeida e a oeste com Antônio Teixeira Corisco e ao sul e sudeste, limitava-se com a estância de Rafael Pinto Bandeira. -- [BMJHJC SD:5] ...
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BOSQUE BENJAMIM
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Era refúgio nas horas de lazer ...-- conhecido Bosque Benjamim no Capão do Leão (lá pelo ano de 1885). AU PITTURESQUE BOSQUE oferecia-lhe excelente cardápio refeições aos ritmos de uma orquestra por maestrinos. EIS O CARDÁPIO: Assado com Couro, Almoço ou Jantar (2$000), Cerveja Estrangeira (1$000), Cerveja Lag Bier (600 reis), Cerveja Dupla (500 reis), Cerveja Simples (400 reis), Suculentos Manjares, Vinhos e Licores. -- [BMJHJC SD:6] ...
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IGREJA SANTA TECLA
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...-- O Correio Mercantil, em 27 de dezembro de 1901, noticiava a inauguração da Igreja de Santa Tecla, no Capão do Leão. O evento teria início as nove e trinta da manhã, com missa cantada e um sermão sobre evangelho. As dezessete horas, um "TEDEUM" e durante a cerimônia religiosaexpor-se-ia a vida e as obras de Santa Tecla. A data marcada para o dia 1 de janeiro de 1902. No dia seguinte, 2 de janeiro, realizar-se iam batizados apresados. Seria celebrante dos dois acontecimentos religiosos o Dr. Padre Leon Blondet da paróquia de Cangussu. A família Santa tecla, foi doadora do terreno e de maior parte dos recursos pecuniários para a ereção da Igreja do Capão do Leão. Entre relevantes dádivas da família Santa Tecla destacamos: uma imagem de São José; um quadro de Nossa Senhora do Rosário da Pompéia; duas pias de mármore, destinadas à àgua e batismo; dois cálices de prata e seus respectivos pertences; um par de galhetas para água e vinho, as sacras para o altar acompanhadas de quatro toalhas; dois manuscritos; três pares de vasos; oito ramos de flores, uma alva para o padre e uma lamparina. A Sra Zizia Soares, irmã da Baronesa de Santa Tecla, ofereceu para ornar o altar um frontal bordado e um vaso de cristal. Dona Angelina A. Bermamm, um quadro de São Miguel Arcanjo e dois catiçais de prata; O Sr Antônio Aguiar, presenteou um sino e dois catiçais de prata; O Sr. José Vieira, ofereceu quatro catiçais dourados, três para flores, quatro porta cortinas e quatro maçanetas para adorno. A Sra. Gertudes Cunha, Amélia e Clotilde Gomes, oito ramos de flores artificiais. Os últimos donativos recebidos para as obras da Igreja foram dos Srs. Antônio Lorenzinei (50$), Leopoldo Hartel (20$) e Chagas Neto (10$). Em dezembro de 1902, fixava residência no Capão do Leão, o Rev. Pe. João Alberti, nomeado vigário para minsitrar os atos liturgicos na igreja sob o sacro de Santa Tecla. -- [BMJHJC SD:6-7] ...

Quem será que escreveu este texto e quando?

[BMJHJC SD] Biblioteca Municipal Hipólito José da Costa. História do Capão do Leão. Capão do Leão. SD. 7p

domingo, agosto 06, 2006

Quinto Mês do Blog

Amanhã o Blog estará completando 5 meses.

Índices dos mêses anteriores:
http://capaodoleao.blogspot.com/2006/04/primeiro-ms-do-blog.html
http://capaodoleao.blogspot.com/2006/05/segundo-ms-do-blog.html
http://capaodoleao.blogspot.com/2006/06/terceiro-ms-do-blog.html
http://capaodoleao.blogspot.com/2006/07/quarto-ms-do-blog.html

dia 14/7/2006 - 95 - Mudou de Endereço; 96 - Capão do Leão como distrito
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_07_14_capaodoleao_archive.html

dia 23/7/2006 - 97 - Obelisco da I Guerra (Foto Atual);
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_07_23_capaodoleao_archive.html

dia 24/7/2006 - 98 - A Maçonaria no Capão do Leão
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_07_24_capaodoleao_archive.html

dia 26/7/2006 - 99 - Manoel José Teixeira Victoria
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_07_26_capaodoleao_archive.html

dia 2/8/2006 - 100 - 2a Tentativa de Emancipação (2a parte)
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_08_02_capaodoleao_archive.html

dia 3/8/2006 - 101 - Rua de Porto Alegre; 102 - 2a Tentativa de Emancipação (3a parte); 103 - Fazenda Capão do Leão; 104 - Várzea do Capão do Leão
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_08_03_capaodoleao_archive.html

dia 4/8/2006 - 105 - Fábrica de Vinhos
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_08_04_capaodoleao_archive.html

dia 6/8/2006 - 106 - Telefonica (mais informações); 107 - 2a Tentativa de Emancipação (4a parte)
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_08_06_capaodoleao_archive.html

dia 7/8/2006 - 108 - O artigo da Biblioteca
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_08_07_capaodoleao_archive.html

107 - 2a Tentativa de Emancipação (4a parte)

1a parte - http://capaodoleao.blogspot.com/2006/04/58-2a-tentativa-de-emancipao-1a-parte.html
2a parte - http://capaodoleao.blogspot.com/2006/08/100-2a-tentativa-de-emancipao-2a-parte.html
3a parte - http://capaodoleao.blogspot.com/2006/08/102-2a-tentativa-de-emancipao-3a-parte.html
... continuação
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As regras para que localidades se emancipassem estavam mais rígidas e, além disto, em 17/12/1965, o sr Edmar Fetter (Prefeito de Pelotas) diminuiu a área do IV distrito do Capão do Leão. Para que Capão do Leão tivesse as condições necessária, teria que aumentar principalmente sua receita. A solução para isto seria aumentar a área a ser emancipada e incluir algumas indústrias, que antes da alteração territoria de Fetter, pertenciam ao distrito de Capão do Leão. A divisa de Fetter ia até o Arroio São Thome (ou Padre Doutor), a Comissão de Emancipação sugeriu para área do novo município, até o Arroio Moreira (ou Fragata). Esta divisa incluia parte de Morro Redondo e do Jardim América, que era área Urbana de Pelotas.
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Comissão de Protesto
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Moradores do Jardim América que, em negociações com a prefeitura de Pelotas, já estavam conseguindo atingir os objetivos que queriam, em relação ao abastecimento de água, um dos principais problemas da localidade, viam a emancipação como uma ameaça. Já tinham conseguido em termos assinado, que sairia uma caixa dágua no bairro Gotuzo, trazendo dessa forma água para o Jardim América. Alegavam que a comunidade do Jardim América não tinha sequer sido consultada se queria ou não a emancipação. A comunidade procurou a Professora Clair Domingues Ribeiro para organizar uma comissão contrária a emancipação. [SILVA 1999: 10-11]
No dia 8 de março, de 1982, Clair entra, no Tribunal Eleitoral, com o Pedido de Reconhecimento da Comissão de Protesto, com 40 assinaturas, composta pelas seguintes pessoas: Presidente - Clair Domingues Ricardo; Vice-Presidente - José Oliveira; 1o Secretário - Maria Cecilia Domingues Ricardo; 2o Secretário - Estuarte Teixeira; Tesoureiro - José Barbosa Antunes; Suplentes - João Soares Viégas, João Carlos Motta, Iraí Barbosa Lopes e João de Quadros. O requerimento foi aceito no dia 12 de março de 1982.
Em 23 de março de 1982, a comissão emancipacionista interpos recurso, no mesmo Tribunal Eleitoral, contra a decisão de admitir a Comissão de Protesto, alegando que das 40 pessoas que assinaram o requerimento, somente 14 eram eleitores da áre emancipada. Para a requisição ser valida, deveria estar assinada por, no mínimo 25 eleitores habilitados a votar no plebiscito. Para votarem no Plebiscito, os eleitores deveriam residir a mais de 1 ano na área emancipada e estarem com seus títulos eleitorais nas seções dentro da área. Os demais 26 não votavam na área emancipada mas residiam nela a mais de 1 ano. A própria presidente da comissão tinha seu título em seção fora (seção 142), inclusive não votou no plebiscito.
Segundo a Resolução normativa número 01/81 do TRE, Art 6o, os títulos poderiam ser transferido para seções da área emancipada até 30 dias antes do plebiscito, ou seja, muitos moradores do "Jardim América" perderam o prazo para esta transferência que seria até dia 26 de fevereiro, inclusive estes 26 da Comissão de Protesto.
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[SILVA 1999] SILVA, Fabiane Souza da. A Emancipação do Município de Capão do Leão em 1982. Monografia para obtenção do Título de Licenciado em História. Orientadora: Lorena Almeida Gill. Pelotas: UFPEL. 08/03/1999. 28p (Este documento encontra-se no Núcleo de Documentação Histórica da UFPEL.)

106 - Telefonica (mais informações)


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Em 1922, foram construídos os centros telefônicos rurais do Capão do Leão, Hidráulica, Fragata, Areal, Três Vendas e Monte Bonito. ...
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No centro telefônico rural de Capão do Leão; um pequeno núcleo urbano situado as margens da estrada de ferro (Bagé – Rio Grande), havia uma estação ferroviária, por onde os proprietários rurais escoavam sua produção. Nesse pequeno núcleo estava localizada ainda a Pedreira Municipal, de onde eram tirados os paralelepípedos para o calçamento das ruas da cidade. As linhas telefônicas deste centro atendiam principalmente as chácaras e estâncias dos principais produtores rurais da cidade.
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Uso do telefone no Capão do Leão:
Comercial 6
Residencial 25
Industrial 1
Administração Pública 3
Outros 2
Total 37
Fonte: CTMR. Guia Telefônico nº. 13. Pelotas: Echenique & Cia., 1947, p. 140.
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O centro telefônico da Hidráulica atendia Principalmente os depósitos coloniais e armazéns existentes nesta localidade, algumas famílias e a represa do Arroio Moreira, que fornecia o abastecimento de água para a cidade. Este centro possuía 17 telefones: sendo que 9 eram de uso comercial, 6 de uso residencial, um número pertencia a Prefeitura, e era para o uso dos funcionários da Represa Moreira e um número pertencia a Igreja Episcopal Brasileira.
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Fonte: LOPES, André Luis Borges. Cidade, modernidade e tecnologia: a modernização do espaço urbano em Pelotas e a CTMR (1947- 1957). dissertação

sexta-feira, agosto 04, 2006

105 - Fábrica de Vinhos

Informações do Sr. Sérgio Olimpio Viegas...

Capão do Leão já teve uma fábrica de vinhos. Foi por volta dos anos 50 e ficava na Av. Principal (Narciso Silva) quase esquina com a atual Rua Th. Aquini. Fabricava vinhos de uva e de laranja. A quantia de postes de pedra existentes nos terrenos do Capão do Leão, era para esteios dos parrerais.

quinta-feira, agosto 03, 2006

104 - Várzea do Capão do Leão

Várzea situada entre as Cidades de Mostardas e Tavares.
(Foto de Flávio Moreira dos Sanmtos)


103 - Fazenda Capão do Leão

Em Santo Antônio das Missões há uma Fazenda que se chama "Capão do Leão". Originou-se por volta de 1936 e recebeu o nome porque havia um Leão Baio que foi morto em um Capão.

102 - 2a Tentativa de Emancipação (3a parte)

1a parte - http://capaodoleao.blogspot.com/2006/04/58-2a-tentativa-de-emancipao-1a-parte.html
2a parte - http://capaodoleao.blogspot.com/2006/08/100-2a-tentativa-de-emancipao-2a-parte.html
... continuação
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No mesmo dia 21 de dezembro de 1981, saiu o calendário para realização do plebiscito planejado para dia 28-03-82 (domingo)28-01-82 (60 dias antes) - prazo para publicar lista de votantes por seção
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26-02-82 (30 dias antes) - prazo para transferência de seção
13-03-82 (15 dias antes) - prazo para publicar locais e membros dasmesas de votação
16-03-82 (12 dias antes) - prazo para recusas ou impugnações depresidentes e vogais
18-03-82 (10 dias antes) - prazo para o Juis decidir recusas ou impugnações
18-03-82 (10 dias antes) - prazo para comunicar repartições eproprietários de locais das mesas
23-03-82 (05 dias antes) - prazo para designação dos fiscais
25-03-82 (03 dias antes) - prazo para entrega do material para ospresidentes de mesa
25-03-82 (03 dias antes) - prazo para Juiz instruir os mesários
26-03-82 (02 dias antes) - prazo para hora e local para início da apuração
26-03-82 (02 dias antes) - a partir das 7 horas, proibido propagandase manifestações
28-03-82 (07 horas) - instalação das mesas
28-03-82 (08 horas) - início da votação
28-03-82 (17 horas) - encerramento da votação
29-03-82 (dia seguinte até as 12 horas) - início da apuração
02-04-82 (05 dias após) - prazo para encerramento da apuração epublicar o resultado
05-04-82 (08 dias após) - prazo para enviar o resultado para aAssembléia e Tribunal Eleitoral

101 - Rua de Porto Alegre


Porto Alegre tem uma Rua chamada "Capão do Leão" em homenagem a nossa cidade.
Fica no Bairro Jardim Carvalho. [RUSSO 2000: 60]
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[RUSSO 2000] RUSSO, Berlane Di. Nome de Rua - Personagens e Lugares das Ruas de Porto Alegre. Porto Alegre: EST. 2000. 285p.

quarta-feira, agosto 02, 2006

100 - 2a Tentativa de Emancipação (2a parte)


1a parte - http://capaodoleao.blogspot.com/2006/04/58-2a-tentativa-de-emancipao-1a-parte.html
... continuação
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Sobre a primeira reunião, Ildemar Porto Antunes comenta: "Não foi eu quem promoveu a primeira reunião, acho que na época foi o Enedino Silva, que já tinha sido presidente da tentativa anterior, Ruy Victoria e mais uns outros. Resolveu-se fazer a reunião para verificar a possibilidade de montar-se uma comissão e o negócio começou a pegar fogo. Eu nem ia a reunião, fui na última hora e saí de lá presidente". [SILVA 1999: 9]
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Ana Maria comenta os motivos para a decisão de emancipar - "os recursos nunca voltavam para o distrito. Naquela época era a grande queixa. As estradas eram ruins, as escolas péssimas. Não tinha assistência médica, não tinha quase nada no Capão do Leão." [SILVA 1999: 9]
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Saiu no Diário Oficial do dia 21 de dezembro de 1981, a lei num 7.580, autorizando a realização de consulta peblicitária. Nesta estava descrita a área atingida, incluindo, além do IV distrito (Capão do Leão), também parte do VIII distrito (Morro Redondo) e o Jardim América (parte do I distrito).
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[SILVA 1999] SILVA, Fabiane Souza da. A Emancipação do Município de Capão do Leão em 1982. Monografia para obtenção do Título de Licenciado em História. Orientadora: Lorena Almeida Gill. Pelotas: UFPEL. 08/03/1999. 28p (Este documento encontra-se no Núcleo de Documentação Histórica da UFPEL.)