sábado, maio 13, 2006

83 - Palestra do dia 2 de maio


Fui convidado a fazer uma palestra sobre a história do Capão do Leão pela Sra Ana Maria Motta, Diretora de Cultura do Departamento de Cultura, Desporto e Turismo de nossa cidade. Fiquei muito contente com o convite para este evento que aconteceu no dia dois de maio deste ano, um dia antes do aniversário do município. Estavam lá, além da Sra Ana Mota, a Sra. Doraci Duarte Madruga (Secretaria Municipal de Educação), João Serafim Quevedo (Vice-Prefeito), Luiz Teixeira (Grupo Pró-Cultura), Prof. Gelsimar Lourençon, minha avó Jacy dos Santos Silva (fiquei muito feliz por ela ter ido), meus pais, meus tios Vladir, Renê e Vera e demais interessados por este assunto como professores e comunidade em geral. A felicidade foi em dobro pois, além de falar sobre a história do C.L., pude fazer isto de dentro de um dos prédios mais antigos do município, a Estação Ferroviária, que foi fundada em 1884. O dia foi encerrado com uma palestra do Prof. Lourençon sobre Hipólito da Costa.

sexta-feira, maio 12, 2006

82 - Vizinhos



Capão do Leão faz fronteira com:
Pelotas, Morro Redondo, Pedro Osório, Arroio Grande e Rio Grande.

quinta-feira, maio 11, 2006

81 - Primeiros Proprietários de Terras no Capão do Leão

Três das 7 primeiras estâncias de Pelotas estavam dentro do perímetro onde hoje é o Capão do Leão. São elas: São Tomé de Manoel Moreira de Carvalho, Pavão de Rafael Pinto Bandeira e Santana de Antônio Araújo.
Segundo [SAMPAIO 2004], as terras de Antônio Araújo foram do Sargento Paulo Roiz (Rodrigues) Prates. Na época era chamada de “Capão Florido”. Investigar o assunto. [DE LEON 1994] pág.178

Em pesquisa no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, encontrei alguns documentos de Semarias, entre eles:

Alexandre da Silva Baldez – Sesmaria concedida por Luiz Vasconcelos de Souza (1789) com 2 léguas de comprimento e ¾ de légua de largura. – “Campos no Rio Grande, que principiam em um cotovelo que forma o Arroio de São Thomé, em demanda do passo que vai para a estância do confinante Coronel Rafael Pinto Bandeira; do dito passo, em linha recta, por cima de uma cochilha que vai ao <>, no Arroio do Pestana, onde extrema com José da Silva e a Serra que tapa os referidos Campos.” F.276v
Este campo deve ser o mesmo descrito no livro do Frei Sylvio [DALL´AGNOL], página 34 e também encontrado na Revista do 1o Centenário de Pelotas, de 30 de dezembro de 1911, página 37, - Em dezoito de dezembro de 1787, Alexandre da Silva Baldez comprou de Manoel Moreira de Carvalho e sua mulher Maria dos Anjos da Encarnação, a metade da estância “São Thomé”, parte que se confina a Norte e Leste com José da Silva e o potreiro de Felix da Costa e Padre Felício Antônio de Almeida, a Oeste com Antônio Teixeira Corisco, ao Sul e Sudoeste com o Coronel Rafael Pinto Bandeira.

Félix da Costa Furtado de Mendonça - Sesmaria concedida pelo Conde de Rezende (1794) com 1 ½ léguas de comprimento e 1 légua de largura. “Campos no districto da Villa do Rio Grande, na parte septentrional do sangradouro da Lagôa Mirim. Confrontam: Ao Norte com Alexandre da Silva Baldez e Antônio Teixeira Curisco; a oeste com Francisco da Roza, servindo de divisa o Arroio São Thomé; pelo sudoeste com o cume de uns serros que o dividia dos campos do Brigadeiro Rafael Pinto Bandeira e ao Les-Nordeste com o Dr. Pedro Pereira Fernandes de Mesquita.” F.271
Segundo Fernando Luis Osório [OSORIO 1962], página 20, Félix da Costa morava em terras entre Santo Amor e Baldez.

Padre Doutor: Pedro Pereira Fernandes de Mesquita – Sesmaria concedida pelo Conde de Rezende (1794) com 2 milhas de comprimento e 1 milha de largura. “Terras no districto da Villa do Rio Grande, na parte septentrional do sangradouro da Lagôa Mirim, confrontado pelo Nordeste com Alexandre da Silva Baldez, pelo Arroio São Thomé[2]; a Oeste-sudoeste com Félix da Costa e pelo Sul e Sudoeste com o Brigadeiro Rafael Pinto Bandeira, servindo de divisa, um arroio.”.F.274v
Nesta época, estas terras foram chamadas de Serro Sant´Ana. Pode haver confusão pois existiram dois lugares com o mesmo nome. A Sesmaria da Estância Santana de Antônio Araújo que ficava entre o Arroio Pavão (Contrabandista) e Rio Piratiny e as Terras do Padre Doutor que ficavam no Serro Santana, hoje estância Santa Tecla e Centro do Capão do Leão.

Hypólito José da Costa Pereira - Sesmaria concedida pelo Conde de Rezende (1794) com 1 légua de frente e 3 léguas de fundo. “Rincão de terras no districto da Villa do Rio Grande, na parte septentrional do sangradouro da Lagôa Mirim. Confronta: Pelo Nordeste e Leste com José da Silva Lumiar, separado por um arroio que nasce na serra; pelo Oeste com Antônio Teiseira Currisco; ao sul com Manoel Moreira de Carvalho, dividindo-as um arroio que nasce na mesma serra e um outro, formando esses dois o Arroio Pestana; ao Norte com a Serra Geral.” F.273 Confome este documento, estes campos foram concedidos ao reverendo Ignacio dos Santos Pereira e transpassado ao Padre Doutor que doou a Hipólito da Costa.
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Atualização 20/05/2006
Vicente Ferrer da Silva Freire – Sesmaria concedida por D. Diogo de Souza (1814). – “Campos na Fronteira do Rio Grande, quase todos banhados, fazem frente ao Sul no Arroio do Pavão, no sitio denominado da , até desaguar na Lagoa Mirim, pouco abaixo do Passo da Béca; fundos ao Norte no Arroio de São Thomé, pelo qual se dividem com a estância de Antônio Francisco dos Anjos; a Leste com o Canal São Gonçalo, e pelo Oeste com a estância de Luiz Corrêa Teixeira de Bragança, na qual se separa por um cordão de mato, chamado de .”

Antônio Francisco dos Anjos – Sesmaria concedida por Luis Telles da Silveira, Marquês do Alegrete, (1814) com 1 légua de frente e 3 léguas de fundo. – “Campos na fronteira do Rio Grande, além do rio São Gonçalo entestando com as terras de Manoel Ignácio; por um lado se dividem com o Capitão João Antônio Pereira e pelo outro com dona Josefa Eulália de Azevedo. Fazem fundo ao referido rio.”

Josefa Eulália de Azevedo – (Havido por herança de seu falecido primeiro marido Rafael Pinto Bandeira). Sesmaria concedida por Marquês do Alegrete (1815) com 1 légua de frente e 3 léguas de fundo. – “Campos na fronteira do Rio Grande, na estância do Pavão, que confrontam: pelo Sul com o Arroio do Pavão, onte tem sua frente; a Leste com o cordão de mato da picada, que os divide do banhado da margem ocidental do rio São Gonçalo; ao Norteco meia légua do campo doado pela suplicante a João Ignácio de Azevedo, e com o Arroio de São Thomé, que os separa da estância de Antônio Francisco dos Anjos; a Oeste com a referida estância do Pavão, e que competirá por herança à dona Rafaela Pinto Bandeira.”
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Atualização 27/05/2006
- A estãncia no Serro Santana foi vendida a Antônio Pereira Bueno, antes de ser do Barão. Pesquisar.
- O Coronel Vicente Ferrer da Silva Freire nasceu em Salvador em 5 de abril de 1781. Casou com Rafaela Pinto Bandeira, filha de Rafael Pinto Bandeira com Josefa Eulália Azevedo, em 12 de outubro de 1812 em Porto Alegre. Em 26 de janeiro de 1836, morreu assassinado, junto com seu filho Diogo Pinto Bandeira da Silva Freire, na fazenda da família no rio dos Sinos (São Leopoldo). Foram mortos pelos farrapos ao comando do Cabo Rocha (Manoel Vieira da Rocha). Vicente era filho do casal baiano José da Silva Freire e Maria Pires Alvares de Miranda.
- Antônio Francisco do Anjos era filho de um contramestre de navio e, devido a isto, era conhecido como “Fragatinha”. Fragatinha tinha uma charqueada às margens do Arroio Moreira que, certa feita, num só ano abateu 54 mil cabeças de gado para fabricar carne salgada. Parte do Arroio adotou seu apelido transformando-se em Arroio Fragata. Depois, com o tempo, toda a região, apartir desse arroio e até o Santa Bárbara, ficou sendo chamada de Fragata. Também o Arroio Micaela era chamado por causa da 3a esposa de Fragatinha, chamada Maria Micaela. Antônio Francisco dos Anjos faleceu aos 84 anos de idade, na Vila do Rio Grande. Dona Micaela deu-lhe quase uma centena de filhos.
- Dona Josefa Eulalia Azevedo recebeu estas terras de herança de seu marido Rafael Pinto Bandeira. Depois ela veio a casar com o desembargador Luiz Corrêa Teixeira de Bragança.

quarta-feira, maio 10, 2006

80 - Represa Moreira e Pedreira Municipal

Porque a Represa Moreira e a Pedreira Municipal ficaram com Pelotas e não com o Capão do Leão na emancipação?

Isto se deve a lei estadual num. 4054, de 29/12/1960 Art 43 que diz o seguinte "Os bens municipais situados em território desmembrado só passarão a pertencer ao novo município se utilizados exclusivamente no serviço ou abastecimento locais", portando, como a Represa e a Pedreira eram usadas para abastecimento de Pelotas, esta ficou com estes recursos.

terça-feira, maio 09, 2006

79 - Centro Espírita Agostinho

Em 22 de fevereiro de 1926, uma segunda-feira, foi fundado o primeiro Centro Espírita do Capão do Leão com o nome de Centro Espírita Agostinho. A primeira diretoria ficou composta por: Raul Luz, presidente; Pedro J. De Barros, vice-presidente; Jayme Ferreira Cardoso, secretário; José M.Teixeira, tesoureiro; e Manoel Peres Insna, bibliotecário. Foram ainda fundadores: Ercides Freitas, João Norberto Cardoso da Cunha, Francisco Moreira dos Santos, João Borges, Alberto Teixeira, Antônio Teixeira, José Peres Insna, Manoel Moreira dos Santos, Maria do Carmo Pereira e Hermes M. dos Santos.Teve grande atuação, o Sr Antônio Teixeira, médium de raras qualidades e presidente da casa em várias gestões. Outro grande valor dos tempos idos foi Alexandre Moreira dos Santos, conhecido como o Velho Xandinho. Foram presidentes da casa os irmãos Orlando Moreira dos Santos, Enedino Silva, Élida Medeiros dos Santos e Zila dos Santos Ribeiro.

A entidade possui sede própria a muitos anos na Av. Narciso Silva, 2120. É filiada à Liga Espírita Pelotense e à Federação Espírita do Rio Grande do Sul.

Preside a casa neste anos de 1984 a Sra. Jacy dos Santos Silva.

[ENDERLE 1984] ENDERLE, Lauro. História do Espiritismo em Pelotas (1877-1984) Pelotas: Editora Gráfica Metrópole S.A., 1984. 141 p. Pags 36-37

segunda-feira, maio 08, 2006

78 - José Saturnino da Costa Pereira Furtado de Mendonça



Irmão de Hipólito, 3o filho de Anna Josefa e sobrinho do Padre Doutor, José Saturnino formou-se em matemática pela universidade de Coimbra, foi professor, deputado às Cortes de Lisboa, presidente da província de Mato Grosso (1825-1828), senador do Império (1828-1852) e ministro da Guerra durante o gabinete de Diogo Antonio Feijó. Morreu em 9 de setembro de 1852, mas há divergências quanto a essa data.
http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_biografia.asp?codparl=1980&amp;li=8&lcab=1850-1852&lf=8

77 - Recordações de Infância

Meu tio Flávio Moreira dos Santos, em junho de 2004 escreveu um texto com o título “Recordações de Infância” sobre os anos 40 no Capão do Leão que diz o seguinte:

O casario era ladeado por duas elevações do terreno, uma formada por coxilhas de campos muito verde, com alguns capões que não mais abrigavam o leão baio, exterminados pelas caçadas. Do outro lado ficava o cerro de pedreira, onde uma enorme pedra dominava altaneira toda paisagem. Era o símbolo do lugar – a Pedra da Bandeira.
No início da década de 1940, Capão do Leão ainda era uma pequena vila. O casario se estendia ao longo de uma estrada de chão. Os raros automóveis que passavam não molestavam a garotada que despreocupadamente construía casinhas de areia em plena estrada.
Não havia eletricidade, o abastecimento de água era feito por poços. A rotina da comunidade era moldada por essas carências. As casas eram iluminadas por lampiões a querosene e os poucos rádios existentes eram ligados a baterias. Um receptor receptor bastante rústico, chamado galena, era uma alternativa. Esse equipamento não necessitava de eletricidade, bastando uma antena, um fio terra e um par de fones de ouvido.
Nas manhãs de inverno a geada cobria os campos ao redor, então eu que tinha oito anos e meu irmão de sete, aproveitávamos para correr descalços pelo lençol branco que enregelava nossos pés.
Mas era no verão que a vila mostrava toda sua beleza. No ar sentia-se o perfume adocicado das árvores frutíferas que floresciam nas chácaras.
Era tempo de construirmos plataformas de taboas entre os galhos de uma árvore e ali ficávamos ouvindo os sons da mata, observando os pássaros com plumagens colorida, ou simplesmente deitados olhando o movimento das nuvens.
As caminhadas pelos campos eram muito boas, mas as vezes nos deparávamos com um touro bravo. Nessa hora o que importava era quem corria mais até a cerca mais próxima.
Mas de tudo o que mais gostávamos era dos banhos no Paço, um lago com uma pequena praia numa curva do riacho onde hoje fica a ponte de acesso a cidade.
Nos domingos, o grande acontecimento era a chegada do trem que vinha de Pelotas ao cair da tarde. A locomotiva parecia uma chaleira de ferro, lançando no ar uma cortina de fumaça. As pessoas que iam a estação colocavam suas melhores roupas e ficavam desfilando na plataforma. Quando a noite era enluarada, moças e rapazes iam passear pela estrada, enquanto a luz bruxuleante dos lampeões transparecia nas janelas das casas.
Não sei o motivo, mas naquele tempo, os jogos e as brincadeiras, tinham épocas certas: havia o tempo das brincadeiras de polícia-ladrão, jogar bolinha de gude ou soltar pandorga. Essas épocas começavam e terminavam sem que nos déssemos conta. As atrações maiores ficavam por conta da chegada de algum circo ou das apresentações do mágico Aci Portela que encantava as crianças com seus bonecos.

Tio Flávio, MUITO OBRIGADO!

domingo, maio 07, 2006

76 - Genealogia do Barão de Santa Tecla

Avô - José da Silva Tavares nasceu em 1753 em Ilha Terceira, Angra do Heroismo, Açores, Portugal. Ele faleceu em 1820 em Herval do Sul. José casou-se com Joana Maria dos Santos, filha de João Pereira Duarte e Anna De Medeiros, em 30 novembro 1783 em Rio Grande. Joana nasceu em 1 novembro 1766 em Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, Rio Grande do Sul. Ela faleceu em 1835. Eles tiveram os seguintes filhos

Tio 1 - Joaquim Tavares nasceu em 20 fevereiro 1785 em Rio Grande.

Tia 2 - Maria Joaquina da Silva Tavares nasceu em 30 maio 1786 em Rio Grande e foi batisada em 16 junho 1786. Maria casou-se com Antonio Pedro da Fonseca Lobo, filho de João Pedro Correia da Fonseca Lobo e Maria Rita de Oliveira e Silva, em 1812 em Herval do Sul. Antonio nasceu em 1784 em Lisboa, Portugal. Ele faleceu em 31 julho 1852.

Tio 3 - José Silva Fagundes Tavares nasceu em 24 julho 1788 em Rio Grande. Ele faleceu em 1872 em Porto Alegre. José casou-se com Joana Bernarda de Araujo, filha de Gaspar de Araújo Castro Ramalho e Maria Angélica de Vasconcelos, em 22 fevereiro 1813 em Rio Grande. Joana nasceu em 1793 em Rio Grande.

Tio 4 - Serafim da Silva Tavares nasceu em 8 agôsto 1790 em Rio Grande e foi batizado em 12 setembro 1790. Ele faleceu em 7 maio 1867 em Jaguarão. Serafim casou-se com Claudina Francisca Pereira Machado, filha de João Pereira Machado e Juliana Rosa de Jesus, em 26 julho 1823. Claudina nasceu em 1800 em Rio Grande. Ela faleceu em 18 agôsto 1895.

Pai - João da Silva Tavares (Barão de Serro Alegre) nasceu em 12 março 1792 em Herval Do Sul e foi batizado em 8 abril 1792. Ele faleceu em 28 março 1872 em Porto Alegre de cistite crônica. João casou-se com Umbelina Bernarda de Assunção Nunes, filha de Bonifácio José Nunes e Gertrudes Bernarda da Assunção, em 1817 em Herval Do Sul. Umbelina nasceu em 28 abril 1802 em Herval Do Sul e foi batisada em 24 junho 1802 em Rio Grande . Ela faleceu em 27 julho 1886 em Bagé.

Segunda Geração:

João da Silva Tavares e Umbelina Bernarda de Assumpção tiveram os seguintes filhos

Irmão 1 - Joao Nunes da Silva Tavares "Joca Tavares" nasceu em 24 maio 1818 em Herval. Ele faleceu em 9 janeiro 1906 em Bage. Joca Tavares casou-se com Flora Vieira Nunes, filha de Bonifácio José Nunes e Gertrudes Bernarda da Assunção, em 4 novembro 1844 em Rio Grande. Flora nasceu cerca de 1819 em Jaguarão.

Irmã 2 - Umbelina Nunes da Silva Tavares nasceu em 28 outubro 1819 em Herval. Ela faleceu em 31 outubro 1894 em Bagé. Umbelina casou-se com Capitão Bebiano Antonio da Silveira, filho de João Antônio da Silveira e Maria Inacia da Cunha, em 4 novembro 1844 em Rio Grande. Bebiano nasceu em 1809 em São José do Norte. Ele faleceu em 25 outubro 1867 em Bagé.

Irmã 3 - Gertudes Nunes da Silva Tavares nasceu em 25 junho 1821 em Herval. Ela faleceu em 7 maio 1852 em Pelotas. Gertudes casou-se com Major Balbino Francisco de Souza, filho de Prudencio Francisco de Souza e Cecília Francisca Pereira, em 1847. Balbino nasceu em 1817 em Arroio Grande.

Irmã 4 - Ludovina Facundo da Silva Tavares "Vica" nasceu em 12 outubro 1822 em Herval. Ela faleceu em 2 julho 1910. Vica casou-se com Julio Alves Pinto, filho de Antonio José Pinto de Carvalho e Maria Teixeira de Sampaio, em 3 maio 1862 em Pelotas. Julio nasceu em 1832 em São Mamede de Ribatua, Portugal.

Irmã 5 - Joana (1a - fal.menor) nasceu em 14 novembro 1823 em Herval.

Irmão 6 - José Facundo da Silva Tavares nasceu em 12 junho 1825 em Herval Do Sul. Ele faleceu em 6 fevereiro 1904 em Bagé. José casou-se com Virgilina Maria Vieira em 16 dezembro 1850 em Pelotas. Virgilina nasceu em 10 maio 1832 em Herval Do Sul, Rio Grande do Sul. Ela faleceu em 30 setembro 1920.

Irmã 7 - Virgiliana (1a - fal.menor).

Irmão 8 - Bento (fal.menor).

Irmã 9 - Virgilina Facundo da Silva Tavares.

Irmão 10 - Cipriano (fal.menor).

O Barão - Joaquim da Silva Tavares "Barão de Santa Tecla" nasceu em 28 janeiro 1830 em Herval. Ele faleceu em 17 novembro 1901 em Bage. Barão de Santa Tecla casou-se com Amélia Gomes de Melo "Baronesa", filha de João Gomes de Melo e Cristina Amalia Soares, em 15 maio 1857. Baronesa nasceu em 23 maio 1836 em Rio Grande. Ela faleceu em 18 novembro 1906 em Bagé.

Irmã 11 - Joana (2a - fal.menor).

Irmão 12 - Felissisimo (fal.menor).

Irmã 13 - Maria Cecilia (1a - fal.menor).

Irmã 14 - Rita (fal.menor).

Irmã 15 - Maria Cecilia da Silva Tavares. Maria casou-se com Dr. Gervasio Alves Pereira.

Irmão 16 - Francisco Facundo da Silva Tavares nasceu em 5 agôsto 1844 em Bagé. Ele faleceu em 18 novembro 1901 em Bagé. Francisco casou-se com Maria dos Prazeres Amor, filha de Romão Jorge Amor e Joaquina Moreira de Jesus, em 2 outubro 1862 em Catedral de São Paulo. Maria nasceu cerca de 1847 em São Paulo. Ela faleceu em 26 junho 1913 em Bagé.
Irmão 17 - José Bonifácio Facundo da Silva Tavares nasceu em 19 março 1846 em Rio Grande. Ele faleceu em 25 julho 1912 em Pelotas. José casou-se com Umbelina da Silva Tavares, filha de Joao Nunes da Silva Tavares e Flora Vieira Nunes, em 17 setembro 1877 em Bagé. Umbelina nasceu em 20 março 1856 em Bagé. Ela faleceu em 8 junho em Pelotas.

Terceira Geração:

Os Barões de Santa Tecla tiveram os seguintes filhos
F1 - João nasceu em 22 fevereiro 1857 em Pelotas. Ele faleceu em 9 julho 1858 em Pelotas.
F2 - João da Silva Tavares "Joníca" nasceu em 3 junho 1858 em Pelotas. Ele faleceu em 1 abril 1929 em Pelotas. Joníca casou-se com Flora Py Crespo, filha de João Ciriaco Crespo e Heloisa Py, em 18 junho 1885 em Pelotas. Flora nasceu em 18 junho 1863 em Pelotas. Ela faleceu em 29 março 1925 em Pelotas.
F3 - Joaquim da Silva Tavares nasceu em 1 fevereiro 1860 em Pelotas. Ele faleceu em 11 julho 1905 em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Joaquim casou-se com Maria Angelica Braga, filha de Domingos Vieira Braga e Ana Joaquina, em 26 julho 1890 em Pelotas. Maria nasceu em 1870 em Pelotas.
F4 - Leocadia da Silva Tavares "Mimosa" nasceu em 14 setembro 1861 em Pelotas. Ela faleceu em 18 maio 1929 em Pelotas. Mimosa casou-se com Antonio Augusto de Assumpção, filho de Antônio Raimundo de Assumpção e Leocádia Gomes de Melo, em 3 janeiro 1884 em Pelotas. Antonio nasceu em 22 abril 1856 em Pelotas. Ele faleceu em 26 junho 1939 em Pelotas.
F5 - Jesuino nasceu em 1 agôsto 1863 em Pelotas. Ele faleceu em 22 dezembro 1865 em Pelotas.
F6 - Julio nasceu em 6 julho 1865 em Pelotas. Ele faleceu em 3 agôsto 1866 em Pelotas.
F7 - Jonatas nasceu em 29 novembro 1866 em Pelotas. Ele faleceu em 30 março 1868 em Pelotas.
F8 - Eduardo da Silva Tavares nasceu em 13 outubro 1868 em Pelotas. Ele faleceu em 1916 em Pelotas. Eduardo casou-se com Zulmira Amelia Hartley Maciel, filha de Anibal Antunes Maciel Fillho e Amelia Fortunato de Brito Hartley, em 28 outubro 1893 em Rio de Janeiro. Zulmira nasceu em 18 abril 1875 em Pelotas. Ela faleceu em 6 março 1894 em Pelotas. Eduardo também casou-se com Ofelia Burlamaque, filha de José Augusto Burlamaque e Maria do Carmos Alves Pereira, em 18 agôsto 1898 em Pelotas. Ofelia nasceu em 18 junho 1880 em Pelotas. Ela faleceu em 1960 em Pelotas.
F9 - Manuel nasceu em 18 outubro 1869 em Pelotas. Ele faleceu em 12 fevereiro 1870 em Pelotas.
F10 - Manuela nasceu em 30 abril 1870 em Pelotas. Ela faleceu em 1 maio 1870 em Pelotas.
F11 - Umbelina da Silva Tavares nasceu em 29 julho 1871 em Pelotas. Ela faleceu em 10 junho 1933 em Pelotas. Umbelina casou-se com Dario da Silva Tavares, filho de Francisco Facundo da Silva Tavares (irmão do Barão de Santa Tecla) e Maria dos Prazeres Amor, em 1 setembro 1898 em Pelotas. Dario nasceu em 17 agôsto 1868 em São Paulo. Ele faleceu em 10 outubro 1932 em Pelotas.
F12 - Augusto da Silva Tavares nasceu em 10 abril 1873 em Pelotas. Ele faleceu em Pelotas. Augusto casou-se com Silvia Soares, filha de Antonio Soares da Silva e Maria Luiza Gomes de Melo. Silvia nasceu em Pelotas.
F13 - Alfredo da Silva Tavares nasceu em 21 março 1876 em Pelotas. Ele faleceu em 25 agôsto 1931 em Pelotas. Alfredo casou-se com Jeni Garcia, filha de Coronel Urbano Martins Garcia e Fortunata Faria do Nascimento, em 28 outubro 1905. Jeni nasceu em 17 outubro 1883 em Pelotas. Ela faleceu em 27 novembro 1965 em Pelotas.
F14 - Silvio da Silva Tavares nasceu em 27 junho 1880 em Pelotas. Ele faleceu em Pelotas.

[RHEINGANTZ 1993] RHEINGANTZ, Carlos G. Famílias Primeiras de Bagé - Fascículo I – Título 30 – Silva Tavares. Bagé: EDIURCAMP. 1993. 76p

75 - O Barão de Santa Tecla


As terras que eram do Padre Doutor passaram por alguns compradores até o Barão de Santa Tecla comprá-las por volta de 1880. Nestas terras foi onde surgiu o povoado do Capão do Leão.
O Barão de Santa Tecla foi Joaquim da Silva Tavares que recebeu o título de sua majestade, D.Pedro II, em 30 de janeiro de 1886, por serviços prestados ao império. Portando, quando recebeu o título de Barão, já tinha as terras no Capão do Leão.
De estirpe guerreira – filho do Visconde de Serro Alegre – nasceu no Herval no dia 28 de janeiro de 1830. Era descendente de famílias tradicionais daquela cidade como os Silva Tavares e os Vieira Nunes. Porém os foros de fidalguia nunca o atingiram nem lhe transmitiram falsos orgulhosos e fúteis e passageiras vaidades.
Mesmo depois de receber o título de Barão, continuou o homem modesto, acessível e por todos respeitado. Embora seus iguais o chamassem constantemente pelo título, a gente da cidade, em sua chã linguagem sincera, o conhecia e para ele apelava como QUINCAS SILVA, nome pelo qual o haviam sempre conhecido.
Foi um dos leais chefes do Partido Conservador, chegou à Presidência da Província, mesmo que por um curto período de tempo, de 6 de agosto de 1888 até 8 de dezembro de 1888. O Barão faleceu em Bagé no dia 17 de novembro de 1900.
Felecido o Barão de Santa Tecla, a Baronesa, D. Amélia Gomes de Melo, juntamente com seus filhos, em 1901 doou terrenos no Capão do Leão para erguer uma escola e uma igreja e dinheiro para sua construção. Em 1903, antes de ser erguida a Igreja de Santa Tecla, no dia 1o de dezembro realizou-se a festa da padroeira sendo juízes João da Silva Tavares e D. Leocádia Tavares de Assumpção, ambos filhos dos barões de Santa Tecla. Para abrilhantar as festividades foram de Pelotas, o Maestro Bandeira com seus cantores, ocupando o improvisado coro durante a Missa, e a banda da União Democrata, que executou excelentes trechos musicais, durantes as solenidades.
Terminada a festa, a Baronesa de Santa Tecla recebeu em sua casa do Capão do Leão, os juízes e diversos amigos, homenageando-os com um jantar. Mas só em fevereiro de 1915, foram lançadas as pedras fundamentais da escola e da igreja, nos terrenos doados pela família.

[DIARIO POPILAR] NASCIMENTO, Heloisa Assumpção. Santa Tecla do Capão do Leão. Pelotas: Diário Popular. 30/09/1984.

Dúvida: A escola seria o Grupo Escolar Dr. Dario da Silva Tavares?

Segundo mês do Blog

Estamos no segundo mês do blog mas não teve o ritmo do primeiro. Não foi por falta do que falar, nem por falta de material, mas sim porque não tive muito tempo para escrever. Vamos ver se consigo melhorar o ritmo neste terceiro mês. O que tivemos foi:

dia 7/4/2006: Resumo do primeiro mês
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_04_07_capaodoleao_archive.html

dia 10/4/2006 - 65 - Jardim América; 66 - Pedra da Bandeira
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_04_10_capaodoleao_archive.html

dia 12/4/2006 - 67 - Cerro do Estado; 68 - Passo do Capão do Leão; 69 - Distrito de Passo das Pedras ; 70 - Rafael Pinto Bandeira (1a parte)
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_04_12_capaodoleao_archive.html

dia 13/4/2006 - 71 - 35 anos do Santa Tecla
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_04_13_capaodoleao_archive.html

dia 16/4/2006 - 72 - Estação Ferroviária do Passo das Pedras; 73 - Estação Agente Gomes
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_04_16_capaodoleao_archive.html

dia 17/4/2006 - 74 - Hino Leonense
http://capaodoleao.blogspot.com/2006_04_17_capaodoleao_archive.html