quarta-feira, março 08, 2006

5 - Elberto Madruga


Nasceu em Rio Grande, no dia 16 de dezembro de 1921, filho de Maria Gomes da Silva e Gentil Amador Madruga. Desde 1943, quando fixou residência no Capão do Leão, nunca mais deixou o local, sendo considerado leonense de coração. Casado com a Profa Nehythes Alves, tendo uma filha, Eliane e um filho que faleceu ainda pequeno, Eduardo. Madruga, em 1948 iniciou sua carreira política, ainda sobre os auspícios da campanha do imortal Dr. Getúlio Dornelles Vargas. Tendo juntamente com: Curvello, Astrogildo Cunha, Grafulha, Sabino Silva, entre outros, fundado o PTB. Em 1951, foi eleito vereador em Pelotas, o que se repetiu por mais seis vezes consecutivas, sempre com os votos dos leonenses, para quem sempre dedicou sua vida e trabalho. Em 1952 fundou a Associação dos Trabalhadores do 4o Distrito e conseguiu a construção da Escola Barão do Arroio Grande. Em 1953, junto com o prefeito de Pelotas, Mário Menegheti, põe-se a frente dos trabalhadores leonenses da Pedreira Municipal com uma greve de fome. Em 1954 conseguiu a instalação de uma usina movida a motor a gasolina, o que faria a primeira iluminação residencial e de rua no Capão do Leão. Em 1955, numa luta quase que diária, pedindo ao prefeito Fetter, conseguiu a construção da Represa Municipal, dando água encanada pela primeira vez nas residências da avenida principal. Em 1963, Madruga conseguiu, em Porto Alegre, verba para a construção do prédio onde hoje funciona o Ginásio Estadual. No mesmo ano, trouxe, aos leonenses, atendimentos médico-odontológicos num dos prédios da Associação, onde foi liberado pela Secretaria da Saúde do Estado. Em 1965, junto ao prefeito Edmar Fetter, conseguiu o primeiro calçamento no Capão do Leão. Em 1969, preocupado com a exploração do cortador de pedras, e a marginalização desta classe, fundou a Cotipel que deu por longo tempo, mais tranqüilidade e assistência ao trabalhador. Em 1977, chegou à presidência da Câmara, onde foi o responsável pela restruturação burocrática daquela casa, tendo sido um dirigente austéreo e organizado. Em 1978, foi convidado pelo prefeito Irajá Rodrigues e assumiu a Secretaria de Administração, fazendo parte do mais alto escalão do Governo de Pelotas, tendo realizado a primeira tentativa de corrigir o plano de carreira do servidor municipal. Em 1980, retornou à Câmara Municipal. Em 1981, assumiu novamente a presidência da Câmara de Pelotas, ficando como Prefeito substituto, tendo assumido o Município de Pelotas por algumas vezes na ausência de Irajá. Sempre com humildade, sem vaidades, com determinação e carinho para receber a quem lhe procurasse. Em 1981, sua terra, não a de nascimento, mas sim a do coração, após longos anos de luta, consegue se emancipar, luta esta que teve sua participação e seu trabalho. Madruga, com a escolha de candidatos a prefeito, mesmo adoentado, não recusou a luta, candidatou-se e mais uma vez os leonenses confirmaram a confiança sempre dada à sua pessoa. Venceu! Foi eleito primeiro Prefeito do Capão do Leão, tendo governado até 13 de julho de 1985 quando faleceu. Após sua morte, recebeu o título de “Cidadão Leonense”.
Mas não foram somente os leonenses que homenagearam Madruga pois a câmara pelotense deu-lhe o título de Cidadão Pelotense em 28 de janeiro de 1983 e, através de decreto (número 98/88 de 11 de outubro de 1988), um nome de rua.

Tirado do texto UM LEONENSE de Vanderlei Petiz, publicado em [TRIBUNA DO SUL], Semana de 07-12-1991 a 14-12-1991, pág.4; [ECHEVERRY 1990]

[TRIBUNA DO SUL] Jornal Tribuna do Sul pertencente ao Jornal Diário da Manhã, Pelotas.
[ECHEVERRY 1990] ECHEVERRY, José Vieira. O Poder Legislativo Pelotense – Cadernos de Pelotas, nº 2. Abr/1990

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